UNICEF e Prefeitura promovem Fórum Comunitário na Brasilândia

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Por Junior Valeriano, Maria Carolina e Elisangela Cordeiro | Imagens Junior Valeriano

 “Vamos sonhar e sem medo de ser feliz”. Esse foi o principal convite em defesa das crianças e adolescente, durante o Fórum Comunitário da Plataforma dos Centros Urbanos (PCU), no último dia 5 (sexta-feira). O evento que aconteceu no CEU Jardim Paulistano, Brasilândia, na zona norte de São Paulo é o segundo desta edição da PCU.

A Plataforma dos Centros Urbanos é uma iniciativa do UNICEF que visa articular diferentes atores para diminuir as desigualdades sociais e melhorar a qualidade de vida de meninos e meninas que vivem nas grandes cidades.

O Fórum colocou em discussão ações que busquem o desenvolvimento no território da Brasilândia. A região possui indicadores preocupantes na área da infância e adolescência.

A atividade reuniu membros da sociedade de civil, representantes da prefeitura e muitos adolescentes e jovens da região, representantes do projeto Fliperama, do Programa Jovens Urbanos e do Centro Cultural da Juventude. Todos com a intenção de discutir e elaborar propostas que garantam a cada crianã e adolescente maior e melhor acesso à vida, à educação de qualidade, à saúde, à proteção e oportunidades de participação.

Um dos principais temas discutidos foi a taxa de mortalidade entre os adolescentes, na Região da Brasilândia. A proposta para enfrentar o problema, apresentada pelos adolescentes presentes no Fórum, foi garantir o direito ao lazer, acesso às políticas públicas culturais, de profissionalização e inserção no mercado do trabalho, revitalização e construção de espaços públicos para convivência.

O Fórum também contou com a participação do Coordenador de Políticas para Crianças e Adolescentes da Secretaria Municipal de Direitos Humanos, Flariston da Silva, que defendeu a metodologia da Plataforma dos Centros Urbanos como diferencial nesse processo de garantir a participação social, em especial dos adolescentes, na discussão sobre os indicadores do território e na construção coletiva de soluções. Ele convidou a todos, jovens, educadores, gestores, pais, a pensarem propostas, a sonhar sem medo de ser feliz em defesa dos direitos da infância. “Cada criança e adolescente tem que ter o direito de se desenvolver em qualquer local da cidade”, disse.

Flariston explicou que o Fórum se soma a outras ações e iniciativas que já existem na cidade na busca de garantir direitos e diminuir desigualdades sociais, como as Conferências dos Direitos das Crianças e Adolescentes (DCA) e os Fóruns Regionais DCA.

Para o adolescente Gabriel Cardoso, de 15 anos, participante do projeto Fliperama, o Fórum foi um momento importante. “Um espaço aberto para expressão, que escuta o adolescente e discute idéias sobre educação”, avaliou.

Também defendeu mais espaços como o projeto que ele participa na região da Brasilândia. “O Fliperama mudou a minha vida, minha visão de mundo e me mostrou que eu tenho direito a me expressar”.

E para o adolescente Murilo dos Santos, de 16 anos, o principal aspecto positivo do Fórum foi propor o encontro e a colaboração. “É importante valorizar espaços como esse. Faz as pessoas pensarem além do seu individual, leva a pensar no próximo, na comunidade, e nas mudanças que o mundo precisa. Somos iguais, mas cada um tem sua forma de pensar, é importante o diálogo, a construção coletiva”, concluiu.

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