Pesquisa mostra que mais de 42 mil adolescentes poderão ser vítimas de homicídio entre 2013 e 2019

Compartilhe:

Gabriel Cruz Freitas | Imagem: Acervo/EBC

 

cadaver

A Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR), o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), o Observatório de Favelas e o Laboratório de Análise da Violência da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (LAV-Uerj) apresentam a 5ª edição do Índice de Homicídios na Adolescência (IHA). O estudo tem como objetivo permitir o monitoramento dos homicídios entre a população jovem, contribuindo para a avaliação das políticas de prevenção à violência.

Produzido com base em dados de 2012, o IHA estima que mais de 42 mil adolescentes, de 12 a 18 anos, poderão ser vítimas de homicídio nos municípios brasileiros com mais de 100 mil habitantes entre 2013 e 2019. Ou seja: para cada grupo de mil pessoas com 12 anos completos, 3,32 correm o risco de ser assassinadas antes de atingir os 19 anos de idade.

O Nordeste é a região que apresenta a maior incidência de potenciais homicídios contra adolescentes, com um índice igual a 5,97. Todavia, o Sudeste possui o menor valor, com uma perda de 2,25 jovens em cada mil. Foi verificada ainda uma redução na mortalidade na Região Sul.

O estudo também revela que a possibilidade de jovens negros serem assassinados é 2,96 vezes maior do que os brancos. Além disso, os adolescentes do sexo masculino apresentam um risco 11,92 vezes superior ao das meninas. Hoje, 36,5% das causas de morte dos adolescentes no País são provocados por homicídios, enquanto para a população total correspondem a 4,8%.

Compartilhe:

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

plugins premium WordPress