Yara Lima | Imagem: Acervo/AJN
E eu… Não sei se paro, não sei se vou. A hora não chegou mas está próximo partir.
Queria andar sem destino, sem a hora correr, sem ter que partir apenas por ter, sem ouvir que é atraso de vida não querer e que minhas mãos podem fazer mais se eu quiser vencer.
Nada disso, deixem minhas mãos livres, afinal, sou eu quem as deixo e posso deixar. Elas são livres pra voar e não tem ninguém além de mim que as podem manipular. As coloco em qualquer lugar, se eu quiser, eu vou colocar. Não me diga para onde apontar, já disse, minhas mãos são livres e não vão te escutar.
Não me importo, pode falar. Filtro meu pensamento para não sujar, separo tudo que é válido guardar, muitas coisas podem ficar mas, olha, eu não garanto que vou usar.
Este texto foi criado ontem (10/03/2015), em um dos encontros do processo de formação de jovens da Agência Jovem de Notícias, em uma parceria com a UNICEF e com a Plataforma de Centro Urbanos.
