Jonathas Saints | Imagem: Creative Commons/EBC
Estamos na semana do Autismo, data que é lembrada no dia 2 de Abril. Para celebrar essa semana, a Universidade UniPaulistana deu início nessa segunda-feira (30/03) à II Jornada Pedagógica, que vai até dia 01 de abril, sobre esse transtorno global de desenvolvimento, abrindo espaço para informação e troca de conhecimento.
A intenção é estimular o debate e a reflexão tão necessários para que o profissional da educação, do atendimento clínico e de outras áreas esteja preparado para melhor participar do processo de inclusão dessa criança.
Sendo assim, conversamos com a professora Endéia Alves, especialista em distúrbios da aprendizagem com ênfase em deficiência intelectual.
AJN: Como a escola deve tratar um jovem autista?
Endéia Alves: Sempre que eu recebo um aluno que tem essa dificuldade ou qualquer outro deficiência, a primeira coisa que eu faço é esclarecer aos professores qual é a deficiência desse adolescente e aí nós vamos conhecê-lo, para saber qual é a melhor maneira de trabalhar com ele. Então, eu vou saber que campo ele atua mais, se ele é mais visual, se ele é mais auditivo, se ele é mais sinestésico, se ele tem uma boa linguagem, se ele faz uma comunicação que seja coerente (que seja entendível). Dependendo de como a gente analisa esse aluno, vou trabalhar uma adequação de currículo para que ele possa se manter no decorrer do ano letivo que ele estiver conosco ou de todo ciclo que ele for cursar.
AJN: Há algum trabalho dos alunos perante esse aluno Autista?
Endéia Alves: Na minha escola costumamos avisar o grupo do problema que esse aluno tem. Por exemplo, eu tive um problema com um aluno dos 9 ano que é um autista, ele entrou em uma discussão com um colega( porque eles tem uma grande dificuldade de entender uma brincadeira ou uma piada). Ele acabou ficando extremamente estressado, empurrou a carteira e o outro colega caiu. Aí, esses colegas foram retirados da sala para poder conversar. Eu entrei na sala novamente e avisei: “Vocês esqueceram que ele é autista, que o entendimento dele é diferente. Vocês precisam ter tolerância, precisam ter um ‘pouquinho’ de paciência pois não é qualquer brincadeira que ele vai entender”. Então, todo o momento eu estou orientando e conversando com o grupo para que eles saibam lidar com essas diferenças.
