Ednaldo Reis

SBPC Jovem: Sexualidade na onda da educação

Texto: Tacila Nascimento (MA), Andressa Mendonça (MA) e Milena de Oliveira (MA)/ Imagens: Tacila Nascimento (MA)

Ednaldo Reis

Esse foi o assunto debatido na palestra ministrada na manhã desta quarta feira, dia 25, na SBPC Jovem, ministrada por Ednaldo Reis, acadêmico de pedagogia, na Universidade Federal do Maranhão, e multiplicador do Centro de Jovem da Organização não governamental BEMFAM(Bem Estar da Família no Brasil). A oficina teve como tema Educação Sexual e Reprodutiva: uma análise do trabalho educativo em SSR nas escolas de São Luís.

O papo rolou na discussão e a galera conseguiu tirar suas dúvidas, aprendendo, contribuindo e descobrindo que orientação sexual, estilo, relações sexuais, ideais, atitudes e escolhas são o que de fato retratam a sexualidade, que engloba a maneira de nos expressar  e vivenciar as experiências da vida, e que a palavra não está associada apenas a uma transa, mas em toda a manifestação do eu. O tema é pertinente a todas as etapas da vida, mas ele tem grande destaque na adolescência, e a pergunta que se faz é: quem tem a obrigação de discutir a temática com adolescentes e jovens?  Seria papel da família, do estado, da sociedade?

A informação seguida da orientação é crucial para a vivência plena e saudável da sexualidade. É dever do Estado, da família e da sociedade garantir esse Direito Humano Sexual e Reprodutivo. O grande desafio é fazer com que cada um desses atores cumpram com seu papel de desenvolver o tema em seus espaços educacionais. Ainda há professores necessitando não apenas de formação, mas de iniciativas que possam contribuir para de fato ser implantado a questão na realidade das escolas. Muitas famílias ainda por motivos histórico-culturais, religiosos ou de desconhecimento do tema não conseguem quebrar o tabu dentro de suas casas e falar abertamente com seus adolescentes sobre questões pertinentes à adolescência e a sociedade por sua vez, ainda vê o adolescente como o “aborrecente”, não o reconhecem como sujeito de direito. Apesar das grandes ações da sociedade civil organizada, não há políticas necessárias ou a efetivação das que já existem para que adolescentes e jovens possam viver de forma segura e saudável a sua sexualidade.

O Jovem Ednaldo Reis colocou em sua palestra que ao realizar atividades nas escolas, enquanto multiplicador jovem, percebe a grande curiosidade entre os adolescentes em saber coisas que são aparentemente simples, como as informações sobre como evitar a gravidez na adolescência e as Doenças Sexualmente Transmissíveis – DSTs, menstruação, conhecimento do corpo, dúvidas sobre primeira  relação sexual. Ednaldo também coloca que “a omissão do estado em ofertar essa demanda nas escolas e não torná-las acessíveis, pode contribuir com aumento do índice de gravidez na adolescência ou de adolescentes contagiados por doenças sexualmente transmissíveis”.

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