O consumo subiu à cabeça

SBPC Jovem: Oficina discute consumismo e meio ambiente

Consumir é necessário, algo comum. Todos precisam de água, alimentos, moradia para suprir a estrutura básica de sobrevivência do ser humano. No entanto o consumismo foi construído durante a história a partir da necessidade das diversas culturas humanas. Mas como isso aconteceu?

No dia-a-dia, sem que se perceba, esse hábito já ultrapassou os limites da utilidade, e o que é notável é a clara influência das mídias, juntamente com as indústrias, de induzir as pessoas a desejarem um produto, não só pela sua utilidade, e sim pelo status que ele irá proporcionar para quem o compra.

Mídia e Consumo

A propaganda é uma das maiores “armas” de manipulação da mídia, ela é capaz de mexer com o desejo das pessoas para que comprem além do essencial, que é uma típica característica do capitalismo.

Isso é visível, principalmente nas datas comemorativas, como O Dia das Mães, Natal, Páscoa, entre outros, em que se vê o consumismo supérfluo, levando a perda do verdadeiro valor do momento.

Pesquisa da Datafolha- São Paulo em 2005, pelo sociólogo Fábio Romano afirma que os homens consomem mais do que as mulheres, sendo 56% do consumo masculino e 44% consumo feminino.

Meio Ambiente em foco

O consumismo influência diretamente no meio-ambiente, pois para produzir é necessário extrair os recursos naturais, e quanto maior o consumo maior é a quantidade de lixo. É preciso ter consciência que a natureza é um bem público e deve-se dar ênfase a importância da reutilização do lixo.

Há comunidades alternativas que visam produzir apenas o necessário como o Projeto Terras do Sol de Desenvolvimento Regional Sustentável em São Paulo, Rede de Grupos de Agroecologia do Brasil no Rio de Janeiro, Espírito santo e Paraná.

Dá uma olhada na entrevista que fizemos com Lidia Maria da Costa Valle, 24 anos, estudante da Universidade Federal do Pará, uma das ouvintes da Oficina “Do Consumismo ao Consumo Consciente: dos Hábitos Naturais às Práticas Culturais” que rolou aqui na SBPC Jovem:

1-Qual sua visão em relação ao consumismo, e como dividir tudo o que ganha ao decorrer do mês?

Lidia Maria: “Quando sobra dinheiro acabo comprando coisas supérfluas e acho que a maior parte do meu desperdício é comer fora, sendo que eu poderia poupar o dinheiro e comprar coisas úteis e não muito caras. Não uso maquiagem e nem compro comida em cinema pois acho muito caro, então eu já estou começando a ter uma consciência em relação ao consumo indevido.

2- O que você acha que seria bom para a sociedade para que a mesma melhore o seu consumo?

Lidia Maria: O interessante é mostrar que o valor está bem a cima do preço real, um exemplo é pesquisar quanto custa fazer uma pipoca, e você vai perceber que não é tão caro assim quanto você paga. Você acaba comprando uma coisa super cara não pelo produto em si mas, sim pelo local no qual se encontra, às vezes você está pagando prestígio, coisas abstratas as quais você nem usa, isso é um ponto muito importante a ser mostrado para as pessoas.

 

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Texto: Brenda Caldas, Melissa Gomes e Brenda Veneranda, jovens educomunicadores do Maranhão / Imagens: divulgação

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