Famosos com (TAB)

SBPC Jovem – Entendendo o Transtorno Afetivo Bipolar.

Você sabe o que eles têm em comum?

Todos sofrem de Transtorno Bipolar, mas você sabe o que é isso?

O Transtorno Afetivo Bipolar (TAB) é uma doença que causa oscilações do humor, levando a pessoa a ser instável, alternando entre euforia e depressão, mas não necessariamente uma seguida da outra.

O tema foi discutido hoje, dia 24, durante um dos ciclos de palestras da SBPC-Jovem na Universidade Federal do Maranhão, Campus Bacanga.

O ciclo de palestras denominado “Diálogos sobre transtorno bipolar na adolescência” teve como objetivo promover a discussão entre os jovens pesquisadores sobre a incidência do Transtorno Afetivo Bipolar (TAB) na adolescência facilitando a percepção da doença bem como a busca pelo tratamento adequado, além de orientar as pessoas como proceder diante do problema.

Dentre os seis tipos de TAB, foram expostos dois tipos mais comuns durante a palestra. No tipo mais clássico o indivíduo apresenta crises de mania seguidas por fases depressivas. E no segundo, são manifestadas hipomanias, ou seja, manias com menor intensidade também seguidas de fases depressivas.

Alem disso, foram apresentadas suas principais características como, por exemplo, distração, redução de sono, fase de euforia, pouco controle do temperamento, falar rápido demais, autoestima elevada, uso de drogas e bebidas, elevação da libido, atividades em excesso,fase depressiva,tristeza, perda de apetite e também logo de peso, fadiga, sentir-se inútil.

Geralmente as causas do TAB são desconhecidas, mas o transtorno pode ser desencadeado através de situações impactantes, como fim do casamento, traumas, morte de pessoas querida, entre outros.

Tanto homens como mulheres podem ser atingidos e cerca de 80% a 90% dos casos sofrem influencia da herança genética.

Também foi abordado o diagnóstico da doença, podendo este ser  feito através de psiquiatras ou psicólogos. Já o tratamento deve ser feito através de medicamentos, dos estabilizadores de humor e de psicoterapias. Apesar de haver avanços no tratamento, ainda não há cura.

Sobre o assunto acompanhe a entrevista realizada depois da palestra, pela Agência Jovem de Notícias com Daniela Filgueiras ,15 anos, de Imperatriz-MA, portadora da doença.

AJN: Quando você percebeu os primeiros sintomas?

Daniela: Bem, eu realmente não percebi, estava me sentindo super bem no momento forte da doença, mas fui ao psiquiatra e constatei que estava doente.

AJN: Como você reagiu ao receber a notícia?

Daniela: Não aceitei, eu não queria ser bipolar, muitas vezes deixava de tomar os remédios. Não queria aceitar a doença, chorei muito.

AJN: Qual foi a reação dos seus pais?

Daniela: Minha mãe sofreu muito ao saber que eu tinha transtorno bipolar, mas ela soube me estabilizar e ficou bem depois.

AJN: Como é feito o tratamento? Tem efeito colateral?

Daniela: Sim, tem efeitos colaterais. O tratamento é feito com estabilizadores de humor, e também com psicoterapia que é muito importante.

 

Também foi entrevistada Samila Ribeiro, 24 anos, que é Tenente no Colégio Militar do Corpo de Bombeiros do Ceará.

AJN: Quais são os métodos que vocês utilizam para lidar com os alunos que sofrem com o TAB?

Samila: Existem vários espaços na escola, os professores presentes nesses espaços que trabalham com os alunos detectam e levam para a direção verificar o caso e chamar os pais. Nós verificamos a rotina e o que acontece com o aluno para saber se realmente é um transtorno, ou somente um problema de adolescente.

AJN: Como a escola faz o acompanhamento desses alunos?

Samila: Quando os casos são detectados, são encaminhados para a psicopedagoga da escola, o aluno junto com os pais. O profissional detecta o problema, e encaminha para um psicólogo ou psiquiatra.

Texto: Brenda Caldas, Melissa Gomes e Brenda Venerando / Imagens: divulgação

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