Saneamento básico é um conjunto de medidas destinadas a proteger ou modificar as condições ambientais para prevenir doenças e promover a saúde, melhorar a qualidade de vida da população e a produtividade pessoal e promover as atividades econômicas.
Quase metade da população brasileira ainda não tem acesso ao sistema de tratamento de esgoto, o que faz com que cerca de 100 milhões de pessoas (47% dos brasileiros) utilizem medidas alternativas para tratar o lixo – por meio de fossas ou lançamento direto de esgoto em rios.

Ademais, mais de 16% da população, ou cerca de 35 milhões de pessoas, não têm acesso a água tratada, e apenas 46% do esgoto gerado no país é tratado.
Os números são do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), divulgado neste ano e em 2018, e refletem o estado atual dos serviços básicos de água e esgoto do país.
Apesar do lento progresso, o abastecimento de água e a cobertura de esgoto do Brasil melhoraram nos últimos anos. Por exemplo, em 2011, 82,4% da população tinha acesso a água tratada. Em 2018, o índice subiu para 83,6%.
O projeto do Rio Pinheiros não só beneficia as comunidades locais, mas também aquelas que, de certa maneira, influenciam o marco de São Paulo. Para isso, a Sabesp faz um trabalho complexo e gigante a fim de proporcionar o básico às pessoas: dignidade.
Já são 16 contratações de projetos de esgotamento sanitário em andamento. Até o momento, mais de 462 mil propriedades foram conectadas à rede de tratamento de esgoto e beneficiaram a população equivalente a São Bernardo do Campo. Estima-se que, em 2022, o número de conexões dentro do projeto excederá 500.000.
A ampliação dos serviços de saneamento promovidos pela Sabesp pretende beneficiar mais de 3 milhões de pessoas e evitar que todo lixo orgânico dessas localidades escoe para o rio.
A empresa também assinou contrato para iniciar a implantação de um dispositivo de aproveitamento de água, que tratará diretamente o esgoto do rio Pinheiros. Nesses locais, a UR (Unidade de Recuperação) será instalada em 5 sub-bacias com ocupação nuclear irregular, que não são tecnicamente viáveis para a implantação de infraestrutura de saneamento. Essas unidades vão retirar o esgoto remanescente dos núcleos presentes no corpo hídrico para que não seja poluído antes de desaguar no rio Pinheiros. Com essa vertente de obras, a expectativa é gerar um total de 4.100 empregos.

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