Rejupe-SP discute legado social e esportivo em escola pública

SÃO PAULO – Na última quinta-feira, 06 de junho, o núcleo de São Paulo da Rede de Adolescentes e Jovens Direito ao Esporte Seguro e Inclusivo (Rejupe) participou de um debate na Escola Técnica Estadual Cepam Gestão Pública sobre o legado social e esportivo que os grandes eventos que serão realizados no Brasil podem deixar.

No debate, estiveram presentes o adolescente Carlos Eduardo Ferreira, coordenador da Rejupe-SP, Maria Adrião, consultora do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e Rafael Silva, jornalista educomunicador da Viração. O encontro foi realizado em dois períodos de aulas da escola, a tarde e a noite, e contou com a presença de cerca de 100 estudantes.

Maria Adrião contou sobre o porquê do UNICEF eleger o direito ao esporte como uma das grandes ações da agência no Brasil. Em sua fala, falou que o acesso e a participação ao esporte são direitos humanos essenciais para o desenvolvimento de qualquer criança ou jovem, pois contribui para a interação social, saúde e bem-estar.

Maria mostrou dados do UNICEF que mostram como o esporte tem ajudado a transformar a realidade de muitas crianças e adolescentes no país e explicou as diferentes tipologias do esporte: de rendimento (que trabalha o lado profissional), de participação (que permite a participação de qualquer pessoa, independente de ser habilitado à prática) e o educacional (trabalhado nas escolas, mas com o viés de ser inclusivo e coletivo).

Em seguida, Carlos Eduardo, de 17 anos, contou um pouco de como tem sido sua atuação na rede, presente nas 12 cidades-sede da Copa do Mundo de 2014. Integrante desde o início de 2013, o jovem falou sobre a participação da Rejupe-SP no Cidades da Copa, projetivo colaborativo de diferentes organizações que estão construindo um documento com propostas para a cidade na área do esporte, e do flashmob realizado na semana de Enfrentamento ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes.

Para finalizar, Rafael Silva trouxe uma apresentação sobre os gastos públicos destinados às obras de infraestrutura dos eventos esportivos no Brasil. Mostrou imagens sobre como é perspectiva da futura região de Itaquera, local onde será realizada a abertura da Copa, e de como é importante a sociedade fazer um acompanhamento disso, além de cobrar o prefeito e o governador para que um legal social seja deixado para a cidade.

Depois teve a parte aberta ao público, que fez perguntas sobre as apresentações. No final, os três palestrantes fizeram um convite aos estudantes, que na ETEC cursam gestão pública, para contribuírem com a rede. Para participar, é só entrar em contato por meio do Facebook: http://www.facebook.com/RejupeSP.

Sobre a Rejupe

A Rede de Adolescentes e Jovens pelo Direito ao Esporte seguro e Inclusivo (Rejupe) é um espaço de participação e integração formado por adolescentes brasileiros com o objetivo de proporcionar a troca de experiências entre adolescentes, jovens e grupos de participação cidadã para consolidar ações de defesa e promoção do direito ao esporte seguro e inclusivo, para todas as crianças e adolescentes do Brasil, assim como iniciativas que incidam diretamente no planejamento e construção de um legado social positivo para os megaeventos esportivos. Com o apoio do UNICEF, a rede é puxada nacionalmente pelo Instituto Internacional para o Desenvolvimento da Cidadania (IIDAC). Em São Paulo, o núcleo tem o apoio da Viração Educomunicação.

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