Não estamos sós

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Dizem que tinham 20 mil (pelo jornal e segundo a Polícia Militar), alguns lugares divulgaram 40 mil ou até 80 mil… Sei de uma coisa, eu estava lá, presente e feliz por participar desse ato histórico.

Hoje (20 de junho) tivemos a Marcha da Cúpula dos Povos da Rio+20, a manifestação da sociedade civil do mundo para os líderes mundiais, para que percebam que esse mundo do jeito que está não é possível. Colocamos nossa voz!

O pequeno e forte grupo com a qual fiquei, além de amigos, acredita na mudança, e sabe que ela parte de nós. Lembramos a todos da mensagem de Gandhi: “Quando a multidão liderar, os líderes seguirão”, nossas fotos em pirulitos gigantes, lembrando que são os personagens principais, ao verso um QR Code (sistema novo de código de barras, lido por aplicativos de celulares, por exemplo) com as mensagens individuais de cada um.

Essa manifestação gerou ciranda, gerou diversão e, acima de tudo, gerou uma mensagem. Estávamos unidos e mais pessoas se agregavam, se conheciam e reconheciam. Esse era o espírito dessa caminhada: ao olhar para o céu, o sinal, tinha um círculo de belos pássaros sobre nós, bem acima, dando seu consentimento de que “em vocês eu confio”. Chega dessa política representativa que não nos representa, chega de bancadas ruralistas que pensam apenas em si, o processo está no coletivo, no individuo que está nesse coletivo e nas belas pontes sistêmicas que nos lembram que não estamos sós.

Vamos construir pontes?

Por: Vítor Massao, do Rio de Janeiro (RJ)

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