Maconha também é pauta na Cúpula dos Povos

Compartilhe:

“Não roubo, não mato, só fumo um baseado” esse era um dos gritos dos manifestantes da Marcha da Maconha dentro da Cúpula dos Povos.

Dentro da Cúpula dos Povos diversas discussões são abordadas e diferentes grupos se expressam e reivindicam suas causas, com o debate sobre a questão da legalização da maconha não foi diferente.

O grupo que luta pela descriminalização e legalização da maconha organizou uma marcha em forma de protesto com bandeiras e faixas com a intenção de mudar as leis proibicionistas do nosso país. O protesto agregou pessoas de diversas partes do Brasil e de distintos grupos que apoiavam a causa.

Nas faixas dos manifestantes tinham diversas frases chamativas como: “Êh usuário saia do armário”, “Êh polícia maconha é uma delícia”, “Mas que vergonha, o busão tá mais caro que a maconha”, “Vamos legalizar pra guerra acabar”.

Caio do Rio de Janeiro estava na marcha e comentou qual a importância desse ato dentro de um evento tão grande, “A Cúpula dos Povos é um local onde todo mundo tem sua voz, é o lugar que a pessoa fala o que pensa e aqui tem várias pessoas olhando, então é interessante você mostrar não só a marcha da maconha, mas também a marcha da mulher, a marcha das vadias e todo tipo de expressão”.

A marcha utilizou do público diverso, presentes na Cúpula dos Povos, para uma maior divulgação da causa, é o que relata um dos idealizadores da marcha Renato Cinco, do Rio de Janeiro. “A Rio+20 e a Cúpula dos Povos permitem que agente dialogue com pessoas de outras cidades e de outros países. Então estamos fazendo essa edição extraordinária da marcha da maconha com o objetivo de fazer com que os participantes entendam nosso debate que é a denúncia de que a proibição, além de não funcionar provoca violência e corrupção”.

A marcha esteve sempre escoltada pela polícia militar que intimidou os manifestantes passando com motos no meio da multidão, porém nenhum incidente aconteceu e marcha se encerrou de forma pacifica na assembleia dos povos.

Por  Akhim Salles, Eric Silva e Sofia Zocchi

 

 

Compartilhe:

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

plugins premium WordPress