
Os nativos pedem com força o reconhecimento da importância de suas terras
Paulo Lima e Silvia Debiasi, da Agência Jovem de Notícias
Nesta primeira semana de trabalho, na Conferência sobre Mudanças Climáticas em Lima, foram muitos os eventos, debates e manifestações que evidenciaram os problemas enfrentados pelos povos indígenas que vivem nos 9 países que compõem a região amazônica. Como esperado, esta está se tornando, cada vez mais, a COP da Amazônia. Para reforçar essa presença, ontem, 4 de novembro, foi realizado o seminário internacional sobre “Reserva de carbono em territórios indígenas e áreas protegidas da Amazônia”, promovido por importantes organizações, como a Coordenação das Organizações Indígenas da Bacia Amazônica (COICA), o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM) e o Instituto de Pesquisa Woods Hole (WHRC).
No evento, foi apresentado um novo estudo do IPAM que revela a existência de enormes quantidades de carbono em uma rede que reúne mais de 2.300 territórios indígenas. Com o título “Carbono nas florestas da Amazônia: o papel pouco reconhecimento dos territórios indígenas e áreas naturais protegidas”, a pesquisa sugere que a grande quantidade de carbono existente nas florestas – igual a 55% de todo o carbono da Amazônia – é de fundamental importância para a estabilidade do clima global e para a identidade cultural dos povos da floresta.
“Descobrimos, por exemplo, que as áreas de povos indígenas representam cerca de um terço do carbono de toda a superfície da Amazônia, uma quantidade maior do que todo o carbono contido nas florestas ricas em carbono em outros países tropicais, incluindo a Indonésia e a República Democrática do Congo “, diz o cientista Wayne Walker, do Instituto de Pesquisa Woods Hole.
O estudo revela ainda que cerca de 20% das florestas da Amazônia estão ameaçadas pelo desmatamento legal e ilegal, pela construção de novas estradas e barragens e pela expansão das indústrias do agronegócio, dos minerais e da extração de petróleo.
Versione Italiano
La COP si tinge dei colori dell’Amazzonia
Gli indigeni chiedono con forza un riconoscimento dell’importanza delle loro terre
Paulo Lima e Silvia Debiasi, dell’Agenzia di Stampa Giovanile
In questa prima settimana di lavori alla Conferenza sui Cambiamenti Climatici di Lima sono stati tanti gli eventi, i dibattiti e le manifestazioni che hanno messo in luce i problemi affrontati dai popoli indigeni che vivono nei 9 Paesi che compongono la regione amazzonica. Come si prevedeva, questa sta diventando sempre di più la COP dell’Amazzonia. A rafforzare questa presenza, ieri, 4 novembre, si è tenuto il seminario internazionale sulla “Riserva di carbono nei territori indigeni e nelle aree protette dell’Amazzonia”, promosso dai importanti organizzazioni, come il Coordination of the Indigenous Organizations of the Amazon Basin (COICA), Amazon Environmental Research Institute (IPAM) e Woods Hole Research Institute (WHRC ).
All’evento è stato presentato un nuovo studio dell’IPAM che rivela l’esistenza di enormi quantità di carbonio in una rete che raggruppa più di 2.300 territori indigeni. Con il titolo di “Carbonio nelle foreste dell’Amazzonia: il ruolo poco riconosciuto dei territori indigeni e aree naturali protette”, la ricerca suggerisce che la grande quantità di carbonio esistente in queste foreste – pari al 55% di tutto il carbonio della regione amazzonica -, è di fondamentale importanza per la stabilità del clima globale e per l’identità culturale dei popoli della foresta.
“Abbiamo scoperto, ad esempio, che le zone dei popoli indigeni contengono circa un terzo del carbonio di tutta la superficie amazzonica, una quantità maggiore di tutto il carbonio contenuto nelle foreste ricche di carbonio degli altri paesi tropicali, inclusi Indonesia e Repubblica Democratica del Congo”, afferma lo scienziato Wayne Walker, del Woods Hole Research Institute.
Lo studio rivela inoltre che circa il 20% delle foreste dell’Amazzonia sono minacciate dalla deforestazione legale e illegale, dalla costruzione di nuove strade e dighe, dall’espansione dell’agrobusiness e industria dei minerali e dall’estrazione di petrolio.