Localizado na Rua Vergueiro, o Centro Cultural São Paulo é ponto de encontro de artistas
Imagem: Safira Teodoro
Por Safira Teodoro
Interligado por rampas, o prédio do CCSP dispensa salas fechadas. Exposições, ensaios de dança, cantores de ópera e leituras dramatúrgicas se unem em um único espetáculo. Mais do que atrações culturais, quem dá vida ao espaço são as pessoas.
Em seus 46.500m², o Centro Cultural de São Paulo recebe diariamente gente de todas as idades e com finalidades e interesses distintos. A música toca, os espectadores aplaudem, na biblioteca os leitores folheiam e o CCSP respira, pulsa, na cidade inquieta.


Ali, pátios e corredores viram salões de dança e os vidros tornam-se espelhos. Samba, hip-hop, kpop, todos os estilos encontram um espaço no reflexo negro que é divisor entre Corredor da Dança, Foyer e Espaço de convivência. “Antes tinham os espelhos, era mais divertido, mas a gente se vira com os reflexos”, diz Larissa Sayuri, 18, que vem ao prédio para ensaiar coreografias com os amigos. O diferencial do espaço para ela é poder ver todos os grupos dançando juntos.


Os dançarinos se misturam às pessoas que esperam as sessões de cinema e teatro começarem. Como uma espécie de show de abertura, o público também pode se entreter com os ensaios dos artistas. Ana Carolina Elisei, 30, carioca, conheceu o local por acaso e já adorou. Assistiu a uma peça de teatro gratuita no CCSP e voltou no dia seguinte, contagiada pelas pessoas e a infraestrutura. “É difícil falar a coisa de que eu mais gostei, ainda estou aprendendo a gostar dele inteiro”, ela afirma.
As salas de cinema trazem uma proposta alternativa aos lançamentos das telonas de Shopping Center. Com preço acessível, as programações realçam curtas e longas que não tiveram tanta visibilidade, mas têm muito a ser mostrado. Além disso, o espaço conta com apresentações de música, dança, teatro, palestras e dois pisos reservados para exposições.


Apesar do burburinho das pessoas, da convergência de músicas, a poucos metros de distância, o silêncio reina, é o refúgio dos estudantes e dos leitores. Esta diversidade é o melhor do espaço para a professora de francês Aline Gomes, 27, que frequenta o prédio para estudar. Entre 5 áreas verdes, o Jardim Sul é reservado para uso acadêmico, lá são disponibilizadas mesas e tomadas aos visitantes.

Aos 16 anos, Renata Tavares costumava ir ao acervo literário do CCSP para fazer trabalhos escolares. Depois de 31 anos ela voltou ao Centro Cultural com seu filho Daniel Tavares, 7, que pedira para conhecer uma biblioteca, ou melhor, foi logo apresentado a 6 de uma vez. O conjunto de bibliotecas do prédio inclui: a segunda maior biblioteca pública de São Paulo; um acervo de livros de arte; gibiteca; obras literárias em braille e audiolivros; literatura infantojuvenil e laboratório de línguas.

Somente a biblioteca do Centro Cultural de São Paulo recebe mil visitantes por dia e cada um que passa pelo CCSP tem uma história diferente para contar. Ali dançarinos, leitores, cinéfilos ou estudantes tornam-se parte do espaço, são todos artistas pintando o cenário que ocupam. Não existe CCSP sem eles, só quem já foi pode entender, das 9h às 22h, todos os dias, um verdadeiro show é realizado entre suas rampas, pátios e jardins.
Consulte a programação no site ou só passe lá quando tiver um tempo livre. Desligue o celular e aproveite o espetáculo.

