Adolescentes de SP conhecem profissões que desejam seguir

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Beatriz Gomes e Leandro Kayo, de 15 anos, de São Paulo (SP)

A manhã chuvosa do último sábado (21), com temperatura de 17ºC, não impediu que os alunos do Ensino Médio do Colégio Nossa Senhora do Rosário se deslocassem até à escola para participar do evento que, há 18 anos, vem ajudando a decidir seus futuros: a Jornada de Profissões. Contando com 16 palestras, dos mais variados temas e ministradas por especialistas de diferentes faculdades, o evento tem como objetivo auxiliar os jovens na hora da grande escolha, tirando dúvidas comuns e apresentando mais detalhes sobre o curso em questão, além de demonstrar as possíveis áreas de atuação e como entrar no mercado de trabalho.

É mais do que normal ter dúvidas sobre a carreira que se deseja seguir, mesmo que faltem apenas alguns meses para o vestibular. Este é o caso da aluna Vitoria G. Tavares, de 17 anos, da 3ª série do Ensino Médio, que estava em dúvida entre três profissões muito disputadas: medicina, biomedicina e biotecnologia; porém, com o auxílio da Feira de Profissões, a terceira já foi descartada. “Quero muito fazer algo na área de humanas, ajudar as pessoas, seja de maneira direta ou indireta. Meu irmão teve uma doença genética, o que acabou influenciando nas minhas decisões. Tenho um pouco de receio com relação ao mercado de trabalho, por isso não escolhi uma especialização ainda”, afirmou a estudante.

A dúvida é muito normal, porém, se a certeza já bateu à porta, os planos começam a surgir na mente dos jovens. Juliana E. de Oliveira, de 15 anos, da 2ª série do Ensino Médio já está certa: quer ser biotecnóloga e a influência não veio do evento, mas sim da professora de biologia do colégio. “A Ângela introduziu a biotecnologia na 1ª Série (EM) e, logo naquele momento, identifiquei-me bastante com a matéria. A confirmação veio depois de conhecer um pouco mais o curso, o mercado de trabalho e outras informações obtidas na palestra da Jornada”, afirmou a estudante. ‘Quero ajudar a humanidade de alguma forma, quero chegar ao final na vida feliz por ter feito algo pelas pessoas, mesmo estando incerta, ainda, com a parte da especialização”, declara a jovem.

E para aqueles que o vestibular está um pouco longe, mas a dúvida ainda martela na cabeça,  haverá um tempinho a mais para decidir. É o caso da Mariana Elias, de 16 anos, da 2ª série do Ensino Médio, indecisa entre engenharia e medicina. “Com relação à primeira área, provavelmente será ambiental ou elétrica. Minha família inteira é da área de exatas, então acaba exercendo uma grande influência. Mas, ao mesmo tempo, sou apaixonada por neurologia e, mesmo que essa profissão seja muito concorrida e com muitos anos de faculdade, nunca irá me faltar emprego”, analisa. “A Jornada acaba ajudando bastante, pois, na maioria dos casos, são alunos e profissionais atuantes da área que exercem o papel de palestrantes, então entendem nosso lado e dão conselhos na hora de escolher”, reflete e complementa a estudante.

Essas alunas são representantes de milhares de estudantes que estão prestes a fazer uma das maiores escolhas de suas vidas e, certamente, a que mais requer conhecimento e ajuda interna e/ou externa. É nesse contexto que a Jornada de Profissões se encaixa: esclarecer dúvidas, apresentar o mercado de trabalho, demonstrar as possíveis áreas de atuação e, principalmente, ajudar a abrir a mente do jovem para o mundo em que brevemente ele, em pouco tempo, estará inserido. Seja às 8 da manhã de um sábado ou às 10 da noite de um domingo, todo dia é dia de conhecer e aprender sobre a carreira que deseja seguir, independentemente de qual área ela seja, afinal, a escolha certa vem do conhecimento acumulado.

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