Precisamos avançar em uma resposta integral e integrada para o HIV, ISTs e Hepatites virais na agenda pós-2015

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Diego Callisto, colaborador da AJN em Juiz de Fora (MG)* | Imagem: ttfnrob/flickr

De 14 a 16 de abril aconteceu em São Paulo a consulta regional organizada pela OPAS-OMS para avaliar e apontar estratégias do setor de saúde contra HIV, ISTs e hepatites virais, com enfoque especial para a criação de um plano de ação para enfrentamento das hepatites virais e a incidência dessas ações levantadas na consulta em relação à agenda de desenvolvimento pós-2015.

A consulta envolveu diversos representantes chaves na resposta à epidemia de AIDS e no controle das infecções sexualmente transmissíveis – ISTs e hepatites virais. O diretor do Departamento de AIDS e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Dr. Fábio Mesquita, falou em nome do Ministro da Saúde, Dr. Arthur Chioro.

Ele destacou as novas estratégias no âmbito da saúde para esses temas e também reforçou o protagonismo do país em sediar essa importante consulta, que contou com a presença de 120 participantes de 20 países, que atuam junto a organizações como Organização Mundial da Saúde (OMS), Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), Programa Das Nações Unidas Para o HIV/ AIDS (UNAIDS), Ministério de Saúde (DDAHV),  PEPFAR, PANCAP, Fundação Hóspede, Grupo de Cooperação Técnica Horizontal (GCTH), Universidade de São Paulo (USP) entre outras organizações não governamentais, membros de governos da região da América latina e Caribe, além de agências do sistema ONU e universidades.

A OMS disse que pretende se esforçar para garantir que o tema da saúde fique em evidência e seja fortalecido em relação aos meios de implementação nos países. Além disso, também destacou que a resposta mundial tem avançado em relação a esses temas e que o UNAIDS tem configurado grandes estratégias de controle da epidemia de AIDS em relação a suas perspectivas, com metas ambiciosas e ousadas.

O Departamento de AIDS e Hepatites Virais do Brasil fez uma importante colocação quanto ao fato que não se pode pensar em avançar somente no âmbito da ciência, assistência e medicalização, mas também no âmbito dos direitos humanos, sendo fundamental para garantir uma vida digna e plena. Nesse sentido, a lei 12.984, sancionada no ano passado, também foi destacada como um importante marco.

Outro aspecto importante abordado na consulta foram as metas fast-tracks do UNAIDS para 2016-2021, no sentido de acelerar a resposta das metas globais de combate à AIDS e incidir sobre os países que se comprometeram com essas metas para acelerar a resposta e fornecer direções e apontamentos estratégicos, a medida que elas vão sendo alcançadas.

O diretor regional do UNAIDS na América Latina e Caribe, César Nunez, destacou que somente será possível avançar nessas metas e objetivos quando houver um empoderamento da população jovem, o que não se limita em entregar preservativos e falar sobre sexo seguro, uma vez que a juventude é um público estratégico no alcance dessas metas.

Acredito que a consulta servirá para fornecer importantes ferramentas para o enfrentamento desses 3 agravos – HIV, IST E HV, e através da troca de experiências entre países fornecer mecanismos e apontamentos necessários para que tenhamos  um compromisso com o objetivo de saúde e suas metas em relação ao futuro sustentável que queremos para o planeta, além de fornecer uma resposta integral e integrada entre países, objetivando o progresso das metas globais, que estão em constante movimento, avançando sobretudo nas estratégias e atenção destinada as populações-chave e implementando o plano regional de ação para as hepatites virais.

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Diego é integrante da coalização de jovens para o pós-2015 e faz parte da Rede Nacional de Adolescentes e Jovens Vivendo e Convivendo com HIV/Aids.

Jornalista, professor e educomunicador. Responsável pelos conteúdos da Agência Jovem de Notícias e Revista Viração.

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