Pesquisa com jovens sobre impactos da Covid chega à 3º edição

Questionário da consulta “Juventudes e a Pandemia: E Agora?” ficará disponível pela
internet de 18 de julho a 9 de agosto

Como as crises política, econômica e social agravadas pela pandemia de Covid-19 afetam osjovens brasileiros em diferentes contextos? Mesmo com 78% da população imunizada e o
período de distanciamento social tendo ficado para trás, o coronavírus provocou muitas
mudanças na sociedade, que impactam fortemente os jovens. Entender essas consequências e construir soluções que apoiem as juventudes é o objetivo da pesquisa “Juventudes e a Pandemia: E Agora?”, que será lançada no dia 18 de julho, por meio do link:

Trata-se da terceira edição da escuta que já mobilizou mais de 100 mil jovens de 15 a 29
anos de todo o Brasil nos primeiro e segundo anos da pandemia e pretende agora produzir
novas evidências para fortalecer a participação das juventudes nos debates públicos e
tomada de decisões. A iniciativa é coordenada pelo Atlas das Juventudes e realizada em
parceria com Conselho Nacional da Juventude (CONJUVE), Em Movimento, Fundação
Roberto Marinho, Rede Conhecimento Social, Mapa Educação, Porvir, UNESCO e Visão
Mundial, com apoio de Itaú Educação e Trabalho, GOYN-SP e UNICEF.

Se nas edições anteriores os dados levantados apontaram riscos como a perda de trabalho erenda, a falta de condições para dar continuidade aos estudos e o elevado nível de estresse
provocados pelas mudanças nas rotinas dos jovens, a terceira onda se propõe a entender o
legado de dificuldades deixadas por esse período, mas também mapear hábitos adquiridos,
aprendizados, mudanças de perspectivas e expectativas para o futuro. “Nosso objetivo é
seguir fortalecendo os mecanismos para a ampliação das vozes de jovens. Queremos
produzir novas evidências sobre os efeitos da pandemia e do contexto atual em suas vidas e
na sociedade e principalmente subsidiar a construção de uma agenda pública a partir das
prioridades para e com as juventudes”, afirma Marcus Barão, Coordenador Geral do Atlas
das Juventudes.

Como nas edições anteriores, o questionário tem quatro áreas temáticas: saúde e bem
estar; educação e aprendizado; trabalho e renda; e vida pública e democracia. Há ainda
algumas perguntas sobre a origem dos respondentes e seu perfil socioeconômico, mas para
participar não é necessário se identificar. Em cerca de 20 minutos, os jovens terão a
oportunidade de relatar experiências, expor preocupações e apontar suas prioridades,
respondendo a perguntas como “você sente que desenvolveu ou piorou alguma dificuldade
por causa do período de ensino remoto?”; “quais são as principais preocupações que você
tem hoje geradas pela pandemia?”; e “pensando no futuro na área de trabalho e renda,
quais são as duas ações prioritárias para instituições públicas e privadas ajudarem jovens a
lidar com efeitos da pandemia?”.

Banner de Divulgação da Ação

A construção do questionário foi realizada por meio da metodologia PerguntAção, que
envolve o público da pesquisa em todas as suas etapas. Treze jovens de diferentes regiões
do país e com diferentes experiências vêm se reunindo uma vez por semana, desde junho,
para debater os temas da consulta. Esse processo participativo é coordenado pela Rede
Conhecimento Social, uma das organizações parceiras da iniciativa. “Para que as juventudes
possam influenciar na tomada de decisões relacionadas a políticas e projetos que as afetam,
é preciso que elas sejam protagonistas da construção de conhecimento sobre seu contexto.
Por isso, o grupo de jovens pesquisadores têm um papel fundamental na pesquisa: além de
trazer uma ampla diversidade de olhares e experiências para a concepção das perguntas, as
discussões buscam identificar perspectivas de futuro e propostas para enfrentar os desafios
impostos pela pandemia”, diz Marisa Villi, diretora da Rede Conhecimento Social.

Colaboraram também em discussões para a elaboração do questionário o comitê gestor da
iniciativa, formado por representantes das instituições realizadoras e apoiadoras da
consulta. Agora, todas essas organizações e o grupo de jovens pesquisadores concetrarão
esforços para convidar as juventudes em todo o país a participar da escuta.

Durante a coleta de dados, que vai acontecer até o dia 9 de agosto, será realizado um
monitoramento diário que influenciará as estratégias que serão adotadas na mobilização por
respostas, com o objetivo de garantir diversidade geográfica, de faixa etária, gênero e
cor/raça entre os participantes. “Ouvir as juventudes, considerando o máximo de
diversidades, é a nossa meta, neste momento. Convidamos a todos e todas a apoiar este
processo de mobilização, fazendo chegar o questionário às juventudes de todas as regiões e
estados. Faremos esse monitoramento usando como referência os dados de distribuição
geográfica e de perfil da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2021. Na
medida em que observarmos os segmentos juvenis menos representados, vamos reforçar
estratégias de mobilização para eles”, diz Rosalina Soares, assessora de Pesquisa e Avaliação da Fundação Roberto Marinho, organização que é realizadora e apoiadora da iniciativa.

A divulgação dos dados da pesquisa “Juventudes e a Pandemia: E Agora?” está prevista para acontecer em setembro.

SOBRE O ATLAS DAS JUVENTUDES

O Atlas das Juventudes é uma iniciativa que tem a missão de produzir, sistematizar e
disseminar dados sobre as juventudes, para que sejam feitos os investimentos certos, da
maneira correta e no tempo adequado para ativar o potencial da maior geração de jovens da
história do país e, consequentemente, permitir o seu pleno desenvolvimento, construindo
caminhos para um presente e futuro mais inclusivo e próspero para todas as pessoas.

É a plataforma com conteúdo mais completo sobre as juventudes brasileiras e uma
importante ferramenta de trabalho para quem atua na formulação, implementação, monitoramento e avaliação de políticas públicas, estratégias, programas, projetos e
iniciativas para e com as juventudes.

Para saber mais: www.atlasdasjuventudes.com.br

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1 Comment

  • A titulo de colaboração temos que entender o que é efeito político e o que é efeito sanitário (Covid-19)! A questão do EAD, quer antes ou depois do Isolamento Social: será que formar jovens que irão ser o futuro da Nação em áreas tão importantes indo da Cirurgia Médica à Embaixadores, aprendem bem, cada um na frente do computador? Será que operar a distância, o cirurgião, terá uma concentração e adrenalina “própria”, para manter-se por até 4 ou 6hs, por exemplo, no nível de um robô que ele comandará, onde o ser humano, tem necessidade de ir ao banheiro, pode ficar sonolento, ter alteração de pressão nesse intervalo de tempo!!? No governo Dilma, a juventude (Estatuto) foi estendida até os 29 anos, como delineando a outra questão que veio no governo Bolsonaro, conhecida como “trabalhar até morrer”! Será que frente a realidade brasileira, todos aos 29 anos, estão “de boa” e, prefeririam mesmo ser produtivos na velhice e não na juventude? Nunca o Brasil esteve tão empobrecido, aonde a automação reduziu o número de postos de trabalho, considerávelmente e, junto o mercado de trabalho se depara com cinquentões buscando alcançar idadextempo de contribuição para aposentadoria e jovens na incógnita de quando começar a carreira! Por isso, Não esperem que os políticos parem de levitar ao redor do próprio umbigo, como se diz, sejam a renovação política que há tempos não temos no Brasil. Se você é maior de 18 anos, participe das convenções partidárias, agendadas por esses dias!

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