Começa com você: As 9 verdades sobre o amor que ninguém te contou

Por Amanda da Cruz Costa
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Resenha do livro de Jillian Turecki.

Olá minha lindeza climática <3

Estava conversando com a Wisma Goulart pelo direct do Insta, que foi minha mentora há cerca de 5 anos, lá para meados de 2020. 

Falamos sobre viagens, trabalho, estudo, dinheiros e… homens! Durante a nossa conversa, lembrei de um conselho potente que ela me deu:

Amanda, todos nós temos energias femininas e masculinas dentro de nós. A energia masculina é a energia do trabalho, da liderança, da realização. Essa energia você está nutrindo muito bem. Já a energia feminina é a energia do cuidado, da natureza e da espiritualidade. Como está essa energia? Tem ido à igreja, tá fazendo trilha, tem passado tempo com suas amigas?

Eu dei uma baita risada e prontamente respondi:

Amiga, não!! Eu estou transformando o projeto Perifa Sustentável num instituto! Não está sobrando tempo para fazer essas coisas…

Com uma expressão bem séria, ela me alertou:

Amanda, vou te falar algo que eu gostaria que tivessem me falado quando eu tinha a sua idade. Se você não encontrar tempo para fazer atividades que te nutrem, você vai chegar nos seus 35 anos rica, poderosa, vai ter viajado o mundo inteiro. Masssssss… estará sozinha. E se for isso que você quer, tudo bem. Mas você já me contou que deseja casar e ter filhos, certo?

Essa conversa foi como 3 tapas na cara seguidos de um forte chacoalhão. Wisma me explicou que numa sociedade patriarcal e machista, muitas mulheres deixam seu lado feminino de lado e performam a masculinidade para se encaixarem no sitema. É só a gente olhar a ex-presidente Dilma Rousseff e a ex-ministra do meio ambiente, a Isabella Teixeira:

Ambas são mulheres incríveis, mas que de acordo com a Wisma, deixaram seu lado feminino de lado para “aguentar o tranco da política”. No entanto, estamos num novo tempo e isso não precisa mais acontecer. Podemos utilizar a nossa energia feminina como um potencializador do nosso trabalho e valorizar nosso lado acolhedor, vulnerável, empático, criativo, receptivo e intuitivo.

Desde então, decidi me libertar dos pré-conceitos e me abrir para esse novo universo. Li livros, fiz cursos, segui criadoras de conteúdo, conversei sobre esse assunto com as minhas amigas e me permiti mergulhar nesta temática. Nesta conversa recente com a Wis, ela me indicou duas de suas referências: Jillian Turecki e Jen Sincero. 

Comecei a ler primeiro a obra da Jillian: Começa com você: As 9 verdades sobre o amor que ninguém te contou e fiquei encantada! Agora quero compartilhar contigo, minha cara leitora, alguns aprendizados que tive com a leitura. Bora que bora? =)

A autora. Imagem: Reprodução

Estou vivendo um dos meus maiores sonhos: migrei para o Reino Unido, com o intuito de estudar um mestrado internacional de Meio Ambiente e Desenvolvimento numa das principais universidades de economia e ciências políticas do mundo, a London School of Economics and Political Science. E foi aqui, entre os dias chuvosos e chazinhos quentes que o amor me encontrou: estou apaixonada pelo meu melhor amigo! 

Eu seeeeei, não estava planejando nada disso mas simplesmente aconteceu… E como a minha cabeça gosta de entender teorias, racionalizar possibilidades e aprender com os processos, decidi ler o livro da Jillian para entender com mais profundidade o universo do amor.  

“O que eu aprendi me surpreendeu: não tem nada a ver com a sorte, o universo, a idade, ou até mesmo com ser uma pessoa boa. Tudo tem a ver com o relacionamento que temos conosco.” (Jillian Tureck) 

Durante a leitura, confirmei o que já sabia: relacionamento são como espelhos e refletem a relação que temos com nós mesmas! Se queremos ter um relacionamento saudável, empolgante e com companheirismo, precisamos ser a nossa melhor versão: aquela que se ama, se cuida e prioriza. 

A questão é que, para muitas de nós, isso não vem da noite para o dia. No meu caso, foi um grandeeee processo, pois como mulher negra e periférica, precisei romper com os laços coloniais de subalternidade, que me estimularam a servir o outro e nunca me colocar como prioridade.

De acordo com Jillian, o primeiro passo é entender como nossas dificuldades pessoais se manifestam em padrões que impactam negativamente nossas vidas amorosas. Querida leitora, já parou para pensar sobre:

  • Quais são os seus maiores medos?
  • Como eles se manifestam no seus relacionamentos?
  • Sabe identificar seus padrões quando se sente triste, carente e insegura?  

A real é que nós aceitamos relacionamentos que refletem aquilo que pensamos de nós. Por isso, precisamos nos amar o suficiente para estabelecer limites que sustentem o padrão de como esperamos ser tratadas pelos outros. Devemos questionar pensamentos limitantes, autocríticos, depressivos e de culpa para nos libertar da autorrejeição.

“Se eu tivesse mais habilidades, atrairia alguém com mais habilidades também. Os semelhantes se atraem. A água sempre encontra o próprio caminho. Nossa tendência é nos sentirmos atraídos por alguém que tenha um nível de consciência semelhante ao nosso.” – Jillian Tureck

Para enfrentarmos os nossos medos precisamos romper com o que é familiar, sem medo de abraçar o desconhecido. Quando nos tornamos protagonistas das nossas próprias vidas, paramos de esperar o príncipe encantado da Disney montado num cavalo branco e viramos e partimos rumo a nossa própria aventura.

Princesa Merida, filme Valente

Para finalizar essa reflexão quero deixar contigo, minha cara leitora, dicas finais para que você também possa mergulhar de cabeça na jornada de autoconhecimento:

  1. Cure seu relacionamento com seus pais: nossas relações amorosas da fase adulta vão reencenar o drama das nossas infâncias até que curemos nosso relacionamento com aqueles que nos criaram.
  2. Faça uma lista de atividades: liste tudinho que você ama fazer, como viajar, ir a shows, dançar, sair com amigos, montanhas-russas ou passar uma tarde no parque. Quando fazemos coisas que amamos, nutrimos nossa alma!
  3. Aceite apenas o que te cuida: Você precisa e merece estar em um relacionamento amoroso no qual haja reciprocidade; no qual ambos tenham os mesmos objetivos, comprometimento e clareza do que querem. 

Por fim, lembre-se: você não precisa ser tão dura consigo mesma! Você pode ser uma gata ambiciosíssima e também ser vulnerável, se permitindo chorar sempre que achar necessário. A vida fica mais leve quando aceitamos o mix de emoções que nos compõem, e assim vivemos de forma leve, divertida e apaixonada!

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Amanda da Cruz Costa

Amanda Costa é ativista climática, jovem embaixadora da ONU, delegada do Brasil no Y20, liderança Forbes #Under30 e fundadora do Perifa Sustentável

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Amanda Costa é ativista climática, jovem embaixadora da ONU, delegada do Brasil no Y20, liderança Forbes #Under30 e fundadora do Perifa Sustentável

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