O Caminho da Água, Parte 2: Saneamento básico

Embora seja garantido na Constituição Federal pela lei nº 11.445, de 5 de janeiro de 2007, o saneamento básico ainda é ausente no dia a dia de milhões de brasileiros.

Por Álvaro Samuel

Saneamento básico é um conjunto de medidas destinadas a proteger ou modificar as condições ambientais para prevenir doenças e promover a saúde, melhorar a qualidade de vida da população e a produtividade pessoal e promover as atividades econômicas.

Quase metade da população brasileira ainda não tem acesso ao sistema de tratamento de esgoto, o que faz com que cerca de 100 milhões de pessoas (47% dos brasileiros) utilizem medidas alternativas para tratar o lixo – por meio de fossas ou lançamento direto de esgoto em rios.

Imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Ademais, mais de 16% da população, ou cerca de 35 milhões de pessoas, não têm acesso a água tratada, e apenas 46% do esgoto gerado no país é tratado.

Os números são do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), divulgado neste ano e em 2018, e refletem o estado atual dos serviços básicos de água e esgoto do país. 

Apesar do lento progresso, o abastecimento de água e a cobertura de esgoto do Brasil melhoraram nos últimos anos. Por exemplo, em 2011, 82,4% da população tinha acesso a água tratada. Em 2018, o índice subiu para 83,6%.

O projeto do Rio Pinheiros não só beneficia as comunidades locais, mas também aquelas que, de certa maneira, influenciam o marco de São Paulo. Para isso, a Sabesp faz um trabalho complexo e gigante a fim de proporcionar o básico às pessoas: dignidade.

Já são  16 contratações  de projetos de esgotamento sanitário em andamento. Até o momento, mais de 462 mil propriedades foram conectadas à rede de tratamento de esgoto e beneficiaram a população equivalente a São Bernardo do Campo. Estima-se que, em 2022, o número de conexões dentro do projeto excederá 500.000.

A ampliação dos serviços de saneamento promovidos pela Sabesp pretende beneficiar mais de 3 milhões de pessoas e evitar que todo lixo orgânico dessas localidades escoe para o rio.

A empresa também assinou contrato para iniciar a implantação de um dispositivo de aproveitamento de água, que tratará diretamente o esgoto do rio Pinheiros. Nesses locais, a UR (Unidade de Recuperação) será instalada em 5 sub-bacias com ocupação nuclear irregular, que não são tecnicamente viáveis ​​para a implantação de infraestrutura de saneamento. Essas unidades vão retirar o esgoto remanescente dos núcleos presentes no corpo hídrico para que não seja poluído antes de desaguar no rio Pinheiros. Com essa vertente de obras, a expectativa é gerar  um total de 4.100 empregos.

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Se você não leu o primeiro texto da série, acesse aqui.

Quer saber mais? Dá uma olhada nessas referências:

  1. https://www.tratabrasil.org.br/pt/saneamento/o-que-e-saneamento 
  2. Novo Rio Pinheiros 
  3. Maioria das famílias na extrema pobreza não tem saneamento, diz estudo | Agência Brasil 
  4. Raio X do saneamento no Brasil: 16% não têm água tratada e 47% não têm acesso à rede de esgoto | Economia | G1

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