Giro de notícias, edição nº1, 2022: povos indígenas

Chegamos com a divulgação de agendas dos povos indígenas pra você acompanhar essa semana. Tem lives, HQs sobre direitos traduzida para línguas indígenas e debates importantes sobre as lutas dos povos originários.

Bora ficar por dentro?

1. 🌱 Direito ao território é direito à vida!

O COMIN – Conselho de Missão entre Povos Indígenas realiza o lançamento do caderno da Semana dos Povos Indígenas 2022, que tem como tema “Direito ao território, direito à vida”.

O material tem como propósito apresentar a compreensão do que é o território para os povos indígenas e mostrar que ter o direito ao território garantido é caminhar em direção à vida digna para todas e todos.

Participam Douglas Kaingang, pesquisador e organizador do caderno, e as lideranças indígenas Célia Xakriabá e Alessandra Munduruku. 

🗓️ Quinta-feira, dia 17 | ⏰ 19h

https://bit.ly/LançamentoDireitoAoTerritório-YT

https://bit.ly/LançamentoDireitoAoTerritório-FB

2. “Território, chão sagrado de resistência e luta”

O Conselho Indigenista Missionário (CIMI), inicia a série de roda de conversas online de 2022, com o tema “Território, chão sagrado de resistência e luta: consolidação do Bem Viver para os povos originários”. O evento está programado para esta quinta-feira, 17, às 16h (horário de Brasília), com transmissão pelas redes da entidade e organizações parceiras da causa indígena. 

A terra para os povos indígenas vai além do plantar e colher. Ela é um espaço sagrado, um lugar de cultura e religião. Ao longo da caminhada do Cimi Regional Leste, que compreende os estados de Minas Gerais, Espírito Santo e extremo sul da Bahia, junto aos povos, aprendemos que o território é o espaço sagrado de vida, de celebração, não apenas algo econômico. Para os indígenas, a terra não precisa de arame farpado. É o lugar de acolhimento, de alimentar o espírito, de cultuar os ancestrais e dar futuro aos jovens. A terra não é fonte de lucro, mas de vida. Portanto, defender o território é sinal de resistência e da concretização do Bem Viver.

Para falar sobre a ligação entre o território e o Bem Viver, o Cimi Regional Leste, regional da entidade responsável por esta primeira live do ano, também irá dialogar sobre: Terra e Território, como se relacionam; A migração indígena enquanto estratégia de sobrevivência; O estreitamento de laços com outros povos enquanto aliados, entre lideranças e grupos; O cuidado com a terra, enquanto espaço de resistência, luta e bem viver. Todos sob o chão sagrado de resistência e luta dos povos indígenas.

Para dar início a série de as rodas de conversa online da entidade, irão contribuir com o tema:

Antônio Eduardo, secretário Executivo do Cimi; Cleonice Maria da Silva, liderança do Povo Pankararú do Vale do Jequitinhonha, Minas Gerais; Professora Maria Hilda Paraíso, antropóloga da Universidade Federal da Bahia (UFBA); Fábio Vieira Titiah, vice cacique do Povo Pataxó Hãhãhãe na Terra Indígena Caramuru-Catarina Paraguaçu, no sul da Bahia. Com mediação de Alda Maria e Haroldo Heleno, ambos missionários do Cimi Regional Leste.

A roda de conversa também estará aberta a perguntas e contribuições dos internautas.

🗓️ Quinta-feira, dia 17 | ⏰ 16h

Youtube: http://bit.ly/YTLiveCimiLeste

Facebook: http://bit.ly/FBLiveCimiLeste

3. HQs sobre direitos dos povos indígenas traduzido para línguas indígenas

Na terça-feira, 15 de fevereiro, às 17h, o Instituto das Irmãs da Santa Cruz (IISC) em conjunto com o Conselho Nacional de Direitos Humanas (CNDH), Conselho Indigenista Missionário (Cimi), Instituto Terra, Trabalho e Cidadania (ITTC), Coletivo de Advogadas e Advogados de Servidores Públicos (CNASP) e Jornal Comunitário promoverão um webinário sobre a cartilha em quadrinhos Os Direitos das Pessoas Indígenas em Conflito com a Lei na língua Guarani Mbya.

A tradução da HQ foi realizada pelo Rodrigo Mariano Kuaray, que estará presente no webinário. Rodrigo é formado em Direito pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), nasceu no tekoa Ka’aguy Poty, em Planalto (RS). Quando estudante, foi o primeiro indígena a ser membro do Diretório Central dos Estudantes da Universidade Federal de Santa Maria (DCE), também primeiro indígena a ser membro do Diretório Livre do Direito (DLD) e fez parte da Comissão Indígena da UFSM. Atualmente compõe a assessoria jurídica da Comissão Guarani Yvyrupa (CGY).

A cartilha, originalmente elaborada pelo Cimi, IISC, IBCCRIM, AJD e ITTC, foi cuidadosamente traduzida por Rodrigo Mariano Kuaray, revisada por Joel Pereira e viabilizada por meio do apoio do Coletivo de Advogadas e Advogados de Servidores Públicos (CNASP). Esta tradução, intitulada “Nhande kuery javya direitos reguá lei rupi”, é a segunda edição da cartilha em línguas indígenas, a primeira foi realizada na língua Kaingang.

A Resolução nº 287 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), aprovada em 2019, é um instrumento que estabelece procedimentos para o tratamento das pessoas indígenas acusadas, rés, condenadas ou privadas de liberdade. Dentre uma série de normativas, a Resolução salienta a necessidade de que tribunais cadastrem intérpretes indígenas das etnias presentes nas regiões, bem como que ofereçam cursos de capacitação e atualização para servidores(as) da esfera jurídica e penitenciária considerando princípios de igualdade e não-discriminação.

O webinário, sob mediação de Marcelo Chalréo, que compõe Grupo de Trabalho do CNDH sobre a temática, contará também com as contribuições de Michael Mary Nolan (IISC/ITTC/Cimi), Natalia Dino (CNJ) e Elisa Torelly (CNASP).

Para acessar o conteúdo da cartilha em português, clique aqui.

Para acessar a tradução da cartilha em Kaingang, clique aqui.

Para acessar a tradução da cartilha em Guarani Mbya, clique aqui.

Com informações do CIMI e do COMIN

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