A galera não para: é hora de fazer propostas!

Anne Ehlke (PR), 17 anos.

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Nesta manhã (26), os adolescentes da X Conferência Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente dividiram-se em grupos de trabalho em nove diferentes plenárias temáticas, com o intuito de lerem e discutirem as propostas enviadas peles estados e escolherem duas delas para levar ao plenário final.

O grupo de trabalho 2 teve início com uma dinâmica de apresentação entre os adolescentes, coordenada por membros do G38 (grupo de adolescentes que ajudam a organizar a conferência).  Depois o grupo realizou a leitura e discussão das 24 propostas para a participação de crianças e adolescentes nos espaços de mobilização, formulação, deliberação e acompanhamento das políticas públicas a fim de escolherem duas as quais refletissem o que os adolescentes buscavam na conferência nacional.

Eles optaram por propostas que garantissem a participação efetiva e protagonismo de crianças e adolescentes na composição dos Conselhos de Direitos nas três esferas da federação (municipal, estadual e federal) e a implantação de programas nas diferentes instituições que trabalham com o atendimento a crianças e adolescentes, com o objetivo de incentivar a formação política e o estudo de normas como o ECA; de modo a estimular neles a compreensão crítica de sua realidade e de seus direitos e deveres por meio da universalização e ampliação do acesso às tecnologias relacionadas à comunicação.

A G.O*, que cumpre medida socioeducativa, alerta que essa participação de crianças e adolescentes é importante, pois assim eles têm voz e conseguem levar o que é passado para outras crianças e adolescentes. “É importante porque aqui a gente tá tendo a voz, né? A gente tá tendo o direito e tá aqui pra se socializar, ter novas amizades e levar isso melhor pros adolescentes que tão lá. Que os adultos olhem pra nós!”

G.O fala sobre a importância da superação de preconceitos e a criminalização dos adolescentes que cumprem medidas socioeducativas. “A gente tem direito. Não é porque a gente errou lá atrás que tem que ser julgada. A gente também é o futuro, entendeu? Nós que somos o futuro. A gente tem direito a uma nova oportunidade, então nos deem uma nova oportunidade”.

Conheça algumas das propostas escolhidas no Grupo 2

“Garantir, em lei, a participação efetiva, promovendo o protagonismo, de crianças e adolescentes na composição dos Conselhos de Direitos nas três esferas da federação, bem como os recursos orçamentários necessários para tanto, com percentual mínimo de vagas a ser definido, respeitando as suas diversidades: de gênero, étnico-racial, pessoas com deficiência, orientação sexual, territorial (urbano e rural), em situação de rua, em acolhimento e em cumprimento de medida socioeducativa. Além de incentivar a criação da Câmara Mirim, entre outros programas, para atuar junto ao poder público.”

“Implantar programas nas diferentes instituições que trabalham com o atendimento a crianças e adolescentes, com o objetivo de incentivar a formação política e o estudo de normas como o ECA, de modo a estimular, nas crianças e adolescentes, a compreensão crítica de sua realidade e de seus direitos e deveres por meio da universalização e ampliação do acesso às tecnologias relacionadas à comunicação.”

“Ampliar, garantir e fortalecer diversidades na composição dos conselho.”

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Making of: Essa produção foi realizada por adolescentes que participam da cobertura educomunicativa da 10ª Conferência Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, é uma intervenção socioeducativa que utiliza técnicas do jornalismo para promover a participação e a liberdade de expressão de crianças e adolescentes. Ela é realizada de forma colaborativa, democrática e lúdica.

 

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