Essa história ainda não acabou…

Patrícia (nome fictício), uma criança de apenas 13 anos de idade, ficou sabendo pela irmã que a dona da farmácia de um bairro próximo precisava de uma babá para cuidar de uma criança de 9 meses. Ela, como qualquer outra menina nessa idade, era muito vaidosa e decidiu substituir a sua boneca Barbie pela pequena Cristal, a criança da qual passou a tomar conta.

Porém, a brincadeira não foi assim tão diverti da quanto a menina imaginava. Suas notas começaram a cair, o cansaço passou a ser a criptonita dessa pequena heroína. A fralda da bebê vivia suja, a criança não parava de chorar e a casa precisava ser limpa. Ela lutava durante todo o dia e, por fim, sempre era vencida pelo cansaço.

Hoje, com 17 anos, é uma grande heroína que luta contra a exploração do trabalho infantil junto com mais 26 adolescentes na etapa preparatória para a 3ª Conferência Global sobre Trabalho Infantil. A história de Patrícia termina aqui, mas muitas outras continuam sem um fim pelo Brasil. E será que depois da Conferência vão acabar?

Thailane Oliveira, adolescente comunicadora em Brasília (DF) | Imagem: Leonardo Duarte, colaborador da AJN

Jornalista, professor e educomunicador. Responsável pelos conteúdos da Agência Jovem de Notícias e Revista Viração.

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