Enchentes no Rio Grande do Sul: causas, impactos e lições para o mundo

Como os eventos recentes no RS destacam os riscos e desafios globais das mudanças climáticas e da urbanização.
Por Victor Medeiros

As recentes enchentes no Rio Grande do Sul (RS) têm revelado a vulnerabilidade da região a desastres naturais. Com um saldo devastador de mortes, feridos, desaparecidos e desabrigados, o evento trouxe à tona questões cruciais sobre a relação entre ações humanas e mudanças climáticas.

Destruição em massa, causada por enchentes, no Rio Grande do Sul (Foto: Adriano Machado/Reuters)

Primeiramente, o que são enchentes? Qual a diferença entre enchente e inundação?

A diferença entre enchente e inundação está principalmente na origem e nas características desses eventos, embora os termos sejam frequentemente usados de forma intercambiável, ou seja, que podem ser trocados um pelo outro. 

  • A enchente é um aumento do nível de água em um rio, lago ou qualquer outro corpo d’água, que resulta em uma transbordamento de suas margens naturais. Isso pode ser causado por: Chuvas intensas, degelo e barragens
  • A inundação é um acúmulo de água em áreas normalmente secas, geralmente devido a uma grande quantidade de precipitação em um curto período. As causas de inundações incluem: Chuvas torrenciais, maré alta e tempestades e obstrução de drenagem

Contextualização das enchentes no RS

O Rio Grande do Sul tem enfrentado um dos mais devastadores episódios de enchentes de sua história recente. As chuvas intensas que atingiram o estado nos últimos meses resultaram em uma tragédia de grandes proporções, afetando milhares de pessoas e alterando significativamente o cenário local. A sequência de chuvas torrenciais começou em março e se intensificou em maio, causando inundações que devastaram áreas urbanas e rurais.

As enchentes resultaram em mortes e pessoas desaparecidas. As áreas mais afetadas incluem a capital, Porto Alegre, e várias cidades do sul do estado, onde o transbordamento de rios causou destruição em massa. Cidades inteiras foram inundadas, milhares de residências destruídas e infraestruturas vitais danificadas. A situação em Porto Alegre foi particularmente grave, com falhas no sistema antienchente exacerbando a crise. O sistema, projetado para prevenir inundações, não conseguiu lidar com o volume extremo de água, resultando em severas inundações em várias partes da cidade.

A intensidade das chuvas e o consequente transbordamento dos rios mudaram drasticamente o mapa do Rio Grande do Sul. Regiões antes habitáveis, tornaram-se áreas de risco, forçando a evacuação de muitas comunidades. Este evento extremo levou a uma reavaliação das zonas de risco e das estratégias de urbanização e planejamento urbano no estado.

Comparação da ligação entre a Lagoa dos Patos e a Lagoa Mirim entre abril e maio deste ano (Foto: Laboratório de Oceanografia Dinâmica e por Satélites – LODS)

O que causou tudo isso?

Especialistas apontam que a ação humana teve um papel significativo na magnitude da tragédia. A urbanização desordenada, o desmatamento e a falta de manutenção adequada das infra estruturas de drenagem contribuíram para a gravidade das enchentes. A avaliação é do professor Roberto Reis, do Programa de Pós-Graduação em Ecologia e Evolução da Biodiversidade da Escola de Ciências da Saúde e da Vida da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), segundo ele essas práticas aumentaram a vulnerabilidade das áreas urbanas, transformando as chuvas intensas em um desastre de grandes proporções. O mesmo acrescentou que as obras, feitas nos anos 1970, nunca receberam manutenção adequada. 

“A culpa da enchente é do planeta. Mas a culpa da tragédia é dos administradores do estado e das cidades”.

professor Roberto Reis, PUCRS.

As enchentes no Rio Grande do Sul não são um fenômeno novo. O estado tem um histórico de desastres relacionados a chuvas intensas, com eventos significativos registrados desde 1941. Cada episódio traz lições importantes, mas a repetição de tragédias semelhantes indica uma necessidade urgente de melhorias no planejamento urbano e na infraestrutura.

A enchente de 1941 era até recentemente a pior da história de Porto Alegre (Foto: Simone Machado – arquivo pessoal/BBC News Brasil)

Um artigo publicado em 2022 por um grupo de pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) fez uma série de simulações para tentar explicar o que ocorreu em Porto Alegre entre abril e maio de 1941, quando a cidade foi atingida pela então maior catástrofe climática de sua história.

“A enchente de 1941 pode ser considerada um evento composto, porque ela foi causada por dois fatores: a precipitação [chuva] e os ventos”, explica a engenheira ambiental e sanitarista Thais Magalhães Possa, uma das autoras do estudo.

Em 1941, Helena Silva Stein, com 16 anos, escreveu o que estava ocorrendo em um retalho de pano para enviar à irmã mais velha, Flávia, que morava no Rio de Janeiro (Foto: Elenara Stein Leitão – arquivo pessoal/BBC News Brasil)

O lago que margeia a capital gaúcha atingiu à época 4,75 metros e inundou mais de 15 mil casas, como citado anteriormente, mas a forma como o fenômeno se desenrolou foi diferente do que aconteceu agora, em 2024.
“Em 1941, a precipitação se estendeu por um longo período de 24 dias, entre 13 de abril e 6 de maio. O volume de chuva acumulado em Porto Alegre nessas datas foi de 600 milímetros (mm). Já, em 2024, observamos altos volumes de chuva durante um período curto. Em algumas regiões, tivemos 200 mm de precipitação em apenas três dias”, – Thais Magalhães Possa, engenheira ambiental e sanitarista.

O governo gaúcho alertou para o risco de novas enchentes nas próximas semanas, destacando a importância de medidas preventivas e de resposta rápida. A vulnerabilidade contínua do estado às enchentes exige ações coordenadas entre autoridades, comunidades e especialistas para mitigar futuros desastres e proteger vidas e propriedades.

As mudanças climáticas têm intensificado os eventos climáticos extremos em todo o mundo, e o RS não é exceção. A elevação das temperaturas globais aumenta a capacidade de retenção de umidade na atmosfera, resultando em chuvas mais pesadas e frequentes .

A urbanização desordenada e a falta de um planejamento urbano eficaz agravam os riscos de enchentes. Em Porto Alegre, por exemplo, falhas no sistema antienchente evidenciam a necessidade de melhorias estruturais e políticas de prevenção mais robustas.

As enchentes no Rio Grande do Sul são um triste lembrete dos desafios que as mudanças climáticas e a ação humana impõe às comunidades. Dados produzidos pela organização MapBiomas e obtidos pela BBC News Brasil mostram que, entre 1985 e 2022, o Rio Grande do Sul perdeu aproximadamente 3,5 milhões de hectares de vegetação nativa, isso é o equivalente a 22% de toda cobertura vegetal original presente no Estado, em 1985, formada por florestas, campos, áreas pantanosas e outras formas de vegetação nativa.

Os dados mostram ainda que ao mesmo tempo em que isso acontecia, houve um aumento vertiginoso de lavouras de soja, silvicultura e da área urbanizada. Cientistas ouvidos pela BBC News Brasil afirmam que a perda de cobertura vegetal original pode ter contribuído para as dimensões das inundações que afetaram a região, pois a vegetação nativa:

  • diminui a velocidade com a qual a enxurrada chega ao leito dos rios;
  • aumenta a quantidade de água infiltrada no solo, o que diminui a quantidade de água disponível para inundações;
  • protege o solo diminuindo a quantidade de sedimentos que assoreiam os rios da região.

Em nota, a Secretaria do Meio Ambiente (Sema) do Rio Grande do Sul afirmou que “tem atuado em várias frentes no intuito de garantir a proteção e recomposição de áreas de vegetação nativa no Estado. Os reflorestamentos e a restauração de ambientes naturais são entendidos como essenciais e estão contidos nos projetos prioritários do Estado”, segundo a nota enviada pela pasta.

As informações fornecidas por fontes confiáveis, como a Agência Brasil, Poder360, CNN Brasil, BBC Brasil, Veja e outras, mostram a extensão da crise e as necessidades urgentes de ação. A adaptação às mudanças climáticas e a mitigação dos riscos de enchentes devem ser prioridades para garantir a segurança e o bem-estar das populações vulneráveis no Rio Grande do Sul e em outras regiões propensas a desastres naturais.

Comparação com outras Regiões do Brasil

O Brasil, com sua vasta extensão territorial e diversidade geográfica, enfrenta uma série de desafios relacionados a desastres naturais. Diferentes regiões do país são suscetíveis a variados tipos de desastres, como enchentes, deslizamentos de terra, secas e tempestades. O recente caso das enchentes no Rio Grande do Sul serve como um exemplo emblemático, mas outras áreas do Brasil também enfrentam riscos significativos.

Sudeste: São Paulo e Rio de Janeiro
Trecho da Avenida Brasil inundado (Foto: Márcia Foletto/O Globo – Rio)

As cidades de São Paulo e Rio de Janeiro, localizadas na região Sudeste, são frequentemente afetadas por enchentes e deslizamentos de terra. Em São Paulo, a combinação de chuvas intensas com urbanização acelerada resulta em inundações regulares. O sistema de drenagem muitas vezes é insuficiente para lidar com o volume de água, levando a alagamentos que causam transtornos e danos materiais consideráveis.

O Rio de Janeiro enfrenta problemas similares, agravados pelas encostas íngremes e pela ocupação irregular de áreas de risco. Os deslizamentos de terra são comuns durante a temporada de chuvas, com várias comunidades vulneráveis situadas em áreas propensas a esses desastres. Recentemente, chuvas extremas deixaram cidades em alerta máximo para risco de deslizamentos e inundações.

Nordeste: Secas e Enchentes
Seca em Teresina (PI) e enchente em Jacy-Paraná (RO) (Foto: SanadoNotícias)

O Nordeste brasileiro lida com extremos climáticos de outra natureza. A região é conhecida por suas secas prolongadas, que afetam a agricultura e o abastecimento de água. No entanto, também enfrenta enchentes ocasionais que causam grandes danos. A dualidade de riscos — secas severas seguidas por chuvas intensas — desafia as políticas de gerenciamento de desastres na região.

Norte: Enchentes na Amazônia
Em Boca do Acre está em situação de emergência por inundação. Por lá, são 16.887 pessoas afetadas,4.222 famílias atingidas (Foto: Divulgação/Defesa Civil)

A região Norte, especialmente a Amazônia, enfrenta o desafio das enchentes sazonais dos rios. As cheias dos rios amazônicos podem desalojar comunidades ribeirinhas, destruindo habitações e interrompendo a vida cotidiana. Essas enchentes são parte do ciclo natural da região, mas a intensidade e a frequência têm sido exacerbadas pelas mudanças climáticas e pelo desmatamento.

Centro-Oeste: Incêndios Florestais
Queimada no Cerrado (Foto: arquivo ABr/EcoDebate)

O Centro-Oeste, que inclui o Pantanal e partes do Cerrado, enfrenta um risco crescente de incêndios florestais. As secas prolongadas, combinadas com práticas agrícolas inadequadas, resultam em incêndios devastadores que destroem vastas áreas de vegetação. Esses incêndios têm impactos ambientais significativos, incluindo a perda de biodiversidade e a emissão de grandes quantidades de carbono na atmosfera.

Sul: Enchentes e Deslizamentos
Pelo menos 93.037 pessoas foram afetadas pelas fortes chuvas no estado (Foto: Defesa Civil do Paraná/Reprodução)

Além do Rio Grande do Sul, outros estados do Sul do Brasil, como Santa Catarina e Paraná, também são suscetíveis a enchentes e deslizamentos de terra. A combinação de chuvas intensas e topografia acidentada cria um ambiente propício a esses desastres. As enchentes em Santa Catarina, por exemplo, têm sido uma ocorrência regular, causando danos significativos às comunidades locais.

Riscos Globais e Exemplos Internacionais

Os desastres naturais são uma realidade em várias partes do mundo, afetando milhões de pessoas anualmente. Eventos como enchentes, terremotos, furacões e secas são exacerbados pelas mudanças climáticas, que aumentam tanto a frequência quanto a intensidade desses fenômenos. Recentemente, diversos países enfrentaram catástrofes naturais, destacando a urgência de estratégias eficazes de mitigação e adaptação.

Ásia: Enchentes e Tufões

A Ásia é particularmente vulnerável a desastres naturais, com enchentes e tufões sendo os mais frequentes e devastadores. No Afeganistão foram registradas enchentes intensas, agravadas por infraestrutura inadequada e a falta de sistemas de alerta eficientes . As monções anuais trazem chuvas torrenciais que frequentemente resultam em inundações devastadoras, especialmente em países como Índia, Bangladesh e Filipinas. As Filipinas, por exemplo, enfrentam tufões regulares que causam enormes perdas humanas e econômicas.

América do Norte: Furacões e Incêndios Florestais

Os Estados Unidos são frequentemente atingidos por furacões e incêndios florestais. Furacões como Katrina, Harvey e Maria causaram destruição em larga escala, resultando em perdas de vidas e danos econômicos bilionários. A temporada de furacões no Atlântico traz tempestades intensas que impactam principalmente os estados costeiros. Além disso, a Califórnia lida regularmente com incêndios florestais que devastam milhares de hectares, alimentados por secas prolongadas e temperaturas elevadas.

Europa: Inundações e Ondas de Calor

A Europa tem visto um aumento significativo em desastres naturais, particularmente inundações e ondas de calor. Em 2021, enchentes catastróficas atingiram a Alemanha e a Bélgica, resultando em mais de 200 mortes e destruindo comunidades inteiras. Esses eventos destacam a vulnerabilidade da infraestrutura urbana às mudanças climáticas. Ondas de calor também têm se tornado mais frequentes, com temperaturas recordes causando problemas de saúde pública e impactos econômicos substanciais.

África: Secas e Inundações

A África enfrenta uma dupla ameaça de secas prolongadas e inundações sazonais. Países do Sahel, como Níger e Mali, sofrem com a escassez de água, afetando a agricultura e levando à insegurança alimentar. Simultaneamente, chuvas intensas podem causar inundações rápidas, deslocando comunidades e destruindo colheitas. As mudanças climáticas estão exacerbando essas condições extremas, criando desafios adicionais para a gestão de recursos e ajuda humanitária.

América do Sul: Deslizamentos de Terra e Enchentes

A América do Sul, incluindo países como Brasil, Colômbia e Peru, enfrenta riscos significativos de deslizamentos de terra e enchentes. As chuvas intensas, particularmente na temporada de verão, podem causar deslizamentos mortais, especialmente em áreas urbanas densamente povoadas e com construções irregulares. Recentemente, chuvas extremas têm deixado cidades em alerta máximo para riscos de deslizamentos e inundações, destacando a necessidade de melhor planejamento urbano e infraestrutura.

Oceania: Ciclones e Incêndios Florestais

A Austrália e as ilhas do Pacífico enfrentam ciclones e incêndios florestais devastadores. Os ciclones tropicais causam danos consideráveis, especialmente nas ilhas mais vulneráveis, enquanto a Austrália lida com incêndios florestais de grande escala quase todos os anos. Os incêndios de 2019-2020, conhecidos como a “temporada do verão negro”, foram particularmente severos, destruindo milhões de hectares de terra e matando bilhões de animais.

Soluções e medidas preventivas

Com as mudanças climáticas intensificando eventos extremos, a adoção de estratégias resilientes torna-se cada vez mais crucial. A seguir, apresento algumas abordagens que podem ajudar a prevenir e reduzir os danos causados por enchentes e outros desastres naturais.

  1. Infraestrutura Verde:

A infraestrutura verde envolve o uso de soluções baseadas na natureza para gerenciar água da chuva e reduzir o risco de enchentes. Exemplos incluem parques urbanos, telhados verdes, e zonas úmidas restauradas, que absorvem e retêm água, diminuindo a velocidade com que ela atinge os sistemas de drenagem urbanos.

  1. Sistemas de Drenagem Eficientes:

Investir em sistemas de drenagem modernos e eficientes é essencial. Cidades como Porto Alegre precisam revisar e atualizar suas infraestruturas de drenagem para garantir que possam lidar com volumes extremos de precipitação. Tecnologias como diques esponjas, que absorvem e armazenam água durante tempestades, podem ser uma solução viável para áreas urbanas densas.

  1. Monitoramento e Sistemas de Alerta Precoce:

Implementar sistemas de monitoramento e alerta precoce pode salvar vidas e reduzir danos materiais. Esses sistemas utilizam sensores, previsões meteorológicas e comunicação em tempo real para alertar as populações sobre iminentes riscos de enchentes. Além disso, a educação e conscientização da população sobre como reagir a esses alertas são fundamentais.

  1. Planejamento Urbano Sustentável:

O planejamento urbano deve considerar a topografia e os riscos ambientais. Evitar a construção em áreas propensas a enchentes e deslizamentos de terra é uma medida preventiva crucial. A regulamentação do uso do solo deve ser rigorosa, e áreas de risco devem ser mapeadas e respeitadas nas políticas de desenvolvimento urbano.

  1. Reflorestamento e Conservação Ambiental:

A preservação e restauração de florestas e áreas verdes desempenham um papel vital na prevenção de enchentes. As árvores e a vegetação ajudam a absorver a água da chuva, reduzem a erosão do solo e melhoram a infiltração de água no solo. Programas de reflorestamento e conservação ambiental são, portanto, medidas preventivas importantes.

  1. Obras de Engenharia Civil:

Construções de barragens, canais e reservatórios podem ajudar a controlar o fluxo de água durante períodos de chuva intensa. Essas obras devem ser bem planejadas e executadas para garantir sua eficácia e minimizar impactos ambientais adversos.

  1. Gestão Integrada de Bacias Hidrográficas:

A gestão integrada de bacias hidrográficas envolve a coordenação de esforços entre diferentes municípios e estados para controlar o uso da terra, a gestão da água e a conservação ambiental. Isso inclui a implementação de políticas e práticas que preservem a capacidade natural das bacias hidrográficas de lidar com a água da chuva.

  1. Participação Comunitária:

A participação da comunidade na gestão de desastres é essencial. Envolver os moradores na identificação de riscos, na criação de planos de emergência e na implementação de soluções locais aumenta a resiliência das comunidades. Programas educativos e treinamentos podem capacitar os cidadãos a responderem de forma eficaz durante emergências.

  1. Políticas Públicas e Investimentos:

Governos devem adotar políticas públicas que priorizem a prevenção de desastres e investir em infraestrutura resiliente. Incentivar práticas sustentáveis, fornecer financiamento para projetos de mitigação de riscos e garantir a aplicação rigorosa das regulamentações de construção e uso do solo são passos fundamentais.

  1. Cooperação Internacional e Intercâmbio de Conhecimento:

A cooperação internacional pode proporcionar acesso a tecnologias avançadas, financiamento e melhores práticas de gestão de desastres. Países podem aprender uns com os outros e adaptar soluções eficazes implementadas em outras regiões do mundo para suas realidades locais.

Exemplos de sucesso

Algumas cidades ao redor do mundo têm implementado com sucesso medidas inovadoras para lidar com enchentes. Em Roterdã, na Holanda, o conceito de “cidades-esponja” foi adotado, onde infraestruturas urbanas são projetadas para absorver e armazenar água da chuva. Singapura tem investido em grandes reservatórios e sistemas de drenagem subterrânea para gerenciar melhor o escoamento da água.

Cidade de Roterdã, na Holanda (Foto: Manfred Gottschalk/Getty Images)

Enfrentar os desafios das enchentes e outros desastres naturais requer uma abordagem multifacetada que combina tecnologia, planejamento urbano, conservação ambiental e participação comunitária. Aprender com experiências internacionais e adaptar soluções eficazes às realidades locais pode aumentar significativamente a resiliência das comunidades brasileiras. Implementar essas medidas no Rio Grande do Sul e em outras regiões vulneráveis do Brasil é crucial para proteger vidas, propriedades e o meio ambiente.

Ajude o Rio Grande do Sul!

Muitas pessoas, empresas, organizações públicas e privadas estão interessadas em apoiar o Rio Grande do Sul e o CAU/RS no momento em que enfrentamos nossa maior emergência climática. A seguir, listamos algumas maneiras seguras e eficazes para quem não mora no Rio Grande do Sul poder colaborar:

Contribuições para o Governo do Estado e demais municípios podem ser feitas diretamente via Pix. Doações materiais devem ser feitas nos pontos de coleta oficiais de cada município, que distribui conforme a demanda dos abrigos e mais necessitados.

Doe água potável! O item essencial para todas as vidas está em falta no estado. Interessados em doar água devem entrar em contato com a Defesa Civil pelo telefone (51) 3120-4255 para organizar o envio do material.

Correios

As agências dos Correios nas regiões Nordeste, Sudeste e Sul (no Rio Grande do Sul, apenas algumas cidades) estão recebendo doações de produtos como água, materiais de limpeza e higiene, rações para animais, roupas de cama, cobertores e alimentos não perecíveis para serem entregues às vítimas. O envio é feito gratuitamente.

Clique para saber mais e ver onde doar

Ação da Cidadania — Site

A ONG criada em 1993 pelo Betinho mobilizou a sociedade para a missão de tirar 32 milhões de pessoas da fome e criou um conta especial para ajudar a população do Rio Grande do Sul.

  • Pix: sos@acaodacidadania.org.br
CUFA

A Central Única das Favelas (CUFA) é uma organização sem fins lucrativos fundada em 1999 e que desenvolve trabalho social em vários estados do Brasil. Eles tem um canal de doações via Pix para auxiliar na reestruturação das residências atingidas pela água:

  • Pix: doacoes@cufa.org.br
Cozinhas Solidárias

O site de financiamento coletivo Apoia.se se juntou às Cozinhas Solidárias do MTST para receber doações em dinheiro para amenizar a tragédia no estado do sul do Brasil. A ideia é produzir 2.400 marmitas todos os dias, que serão distribuídas entre vítimas e pessoas que trabalham nos resgates.

Rede de Bancos de Alimentos do RS e Bancos Sociais

A Rede de Bancos de Alimentos do Rio Grande do Sul foi criada em 2007, com o objetivo de ampliar as atividades do Banco de Alimentos de Porto Alegre, o primeiro Banco de Alimentos criado no Brasil. Para ajudar a população gaúcha, a Rede já disponibilizou à Defesa Civil do estado 100 toneladas de alimentos.

  • Pix: CNPJ 04.580.781/0001-91
Grupo de Resposta a Animais em Desastres

Além das pessoas, os animais também são afetados por desastres como esse. Muitos animais domésticos e selvagens ficam presos em áreas inundadas ou isoladas, enfrentando fome, doenças e outros perigos. Saiba mais sobre o trabalho realizado em @grad_brasil.

  • Pix: CNPJ 54.465.282/0001-21
Campo Bom para Cachorro

A ONG Campo Bom para Cachorro já resgatou mais de 5,6 mil animais em enchentes no Rio Grande do Sul.

  • Pix: E-mail: ongcampobompracachorro@gmail.com ou CNPJ: 24.494.672/0001-69

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