Na Guiné-Bissau, um estudo que analisou o quadro legal sobre a igualdade de género, o acesso à educação, o papel da mulher nas instituições, a violência de género, a divisão de tarefas domésticas e o papel da mulher na economia do País, chegou à conclusão que as mulheres constituem o grupo mais vulnerável da sociedade guineense.
Empoderamento, democracia paritária, visibilidade, zero discriminação, participação ativa, estas foras as vozes mais ouvidas durante os últimos anos e até hoje.
A maior parte da população guineense é composta por mulheres, entre elas a maioria é responsável pela sobrevivência das suas famílias, desde alimentação, saúde e educação dos filhos.
Para um país como a Guiné-Bissau onde a classe média da vida é baixa, a luta pela sobrevivência é a canção do cotidiano, e as mulheres são as que tornam isso possível.
A discriminação, a violação dos direitos das mulheres, as desigualdades estruturais que existem entre homens e mulheres é um assunto que precisa ser resolvido de uma vez por todas.
Na Guiné as mulheres merecem estar nos lugares mais importantes da sociedade, como por exemplo: nas instituições do governo, nos projetos para o desenvolvimento, nas escolas e em todos os sectores. O que significa que a mulher não deve estar todo o tempo em casa a cuidar dos trabalhos domésticos. As suas responsabilidades lhe permite estar nas tomadas de decisões e de ser ouvido.
A falta de tudo isso lhes dão a razão de sonharem com um mundo de igualdade, justiça e oportunidade para todos. Num país como Guiné-Bissau em que as mulheres não são vistas capazes como os homens – as fazem querer se destacar e provarem os seus valores perante as suas comunidades.
Querer ser tratado justamente não é querer mais, mas sim conhecer seus direitos e valores como ser humano pertencente a uma determinada cultura e um mundo.
Sentimos especiais quando temos o poder de decidir uma coisa, para as mulheres nas sociedades guineenses isso não é fácil, o que causa o motivo de debates, formações, até organizações que apoiam firmemente uma igualdade de género. Com tudo isso acontecendo, devemos deixar de lado os preconceitos e sermos capazes de ter uma visão de um mundo de igualdade e justiça social para todos, um mundo em que ninguém será excluído pelo gênero.