Dia Mundial Sem Carro, celebrado ontem, traz diferentes opiniões sobre seu uso na cidade de São Paulo

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Pedro Neves, da Redação  | Imagem: Silvio Tanaka – postado no Flickr 

Em 22 de setembro é celebrado o Dia Mundial Sem Carro. Desde 1997, quando a França instituiu a data, o mundo organiza iniciativas para o dia, mostrando o quanto o automóvel pode ser prejudicial à saúde e ao meio ambiente.

Em São Paulo, as velocidades das marginais reduziram, aumentou a fiscalização e foram construídas ciclovias por toda a cidade. Porém, o paulistano depende muito do carro e reivindica melhores condições no transporte público, além dos que não compreendem a necessidade de maior mobilidade pela cidade sem o uso de transporte individual que polui e contribui para o congestionamento das principais vias.

A 9ª Pesquisa sobre Mobilidade Urbana, feita pelo Ibope para o Dia Mundial sem carro, mostra que caiu em 11 pontos percentuais o número de pessoas que usam carro diariamente ou quase todos os dias na cidade de São Paulo. Em 2014, 56% da população dizia usar carro diariamente, contra 45% deste ano.

A Agência Jovem de Notícias quis saber das pessoas:

Existe problema em andar de carro? Por quê? Confira os depoimentos por escrito e em vídeo, com transeuntes do centro de São Paulo.

 

“Sim, pra mim existe! Os carros emitem muita poluição e isso faz com que a cidade fique mais quente e, claro, com o ar mais poluído. As ruas param, nem quem está de carro, nem quem está de transporte público consegue andar. A cidade não tem capacidade para levar todo mundo de transporte público pra lá e pra cá, mas com certeza, se as pessoas usassem mais, tudo fluiria melhor”.

Sara Vac Bitu Alves, 21, estudante, trabalha com marketing

 

“Sim, existe problema em andar de carro. Mas ultimamente estão dificultando a vida de quem tem carro. A redução das velocidades das marginais é um problema. Aumentou o trânsito, você demora mais para chegar e é ridículo 50km/h em uma via expressa. As ciclofaixas, o aumento de faixas para ônibus e o crescimento do número de radares na cidade de São Paulo e de fiscalização também é um problema. Esse aumento não visa melhorar a qualidade do trânsito ou educar os motoristas, mas sim aumentar a arrecadação da prefeitura. Mesmo com todos esses problemas eu amo andar de carro e não o trocaria  por transporte público ou bicicleta, pelo menos não aqui no Brasil”.

Mariana Benvenido, 24 anos, jornalista

 

“Existem mil problemas em andar de carro. O primeiro deles, e principal, é a falta de noção do espaço público criado pela dependência das estruturas viárias, criando assim, uma verdadeira exclusão social no acesso à cidade, com ênfase, é claro, nos que não têm acesso ao automóvel individual.

O segundo problema é a alienação, a falta de senso de convivência com o próximo – principalmente com o ‘diferente’, que não tem acesso aos mesmos bens, por conta dessa exclusão. Andar de carro pode até ser bom num primeiro momento por conta do conforto, mas para quem não consegue enxergar os impactos macro de seu uso desregrado que envolve toda uma lógica de cidade que é ruim também para quem o utiliza”.

Vinicius Costa Martins, 23 anos, jornalista

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