Como se preparar para a COP 27, #Parte 05: povos originários e diálogo climático

No artigo de hoje, a gente traz os povos indígenas pro debate

Por Amanda Costa

Fala minhas lindezas climáticas, bele? 🙂

Se você está aqui é porque já leu Formação Pré-COP [Parte 04] e está interessado em saber como a sociedade civil pode aterrissar a agenda climática em Terras Brasilis, certo?

De acordo com Mateus Borges, do Instituto Democracia e Sustentabilidade, os povos originários são atores que merecem destaque dentro do diálogo climático. Na COP 26, em Glasgow (Reino Unido), tivemos 50 lideranças indígenas presentes, que levantaram uma questão central:

Cadê o financiamento climático???

Foi prometido 100 bilhões de dólares anuais para os países em desenvolvi mento combaterem a crise climática, mas não vimos nem a sombra dessa grana. Acredita que menos de 1% chegou nas mãos de representantes das comunidades indígenas?

Apesar de 5% dos povos indígenas serem responsáveis por proteger 85% da biodiversidade do mundo, essa comunidade ainda tem pouco espaço para a tomada de decisão e controle orçamentário.

Mas uma forma de reverter esse cenário, é trazendo a segurança climática como um direito básico, implementando em nossa constituição. Vivemos o maior desafio na história da humanidade e garantir um clima seguro, também deveria ser um papel do estado.

Desse modo, o Instituto Democracia e Sustentabilidade está encabeçando um Projeto de Lei de Emergência Climática, com o objetivo de pressionar o poder público para preservar nossos biomas, o abastecimento de água, a produção de energia limpa, assegurar uma alimentação saudável, a produção de alimentos no campo, o bom funcionamento das cidades e, principalmente, a existência das gerações de hoje e de amanhã.

Inserir emergência climática na constituição se tornou um movimento internacional, onde vários países adotaram essa prática. Agora precisamos nos unir enquanto sociedade civil organizada para fazer o rolê acontecer. 

Posso contar com seu apoio? 🙂

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