Como se preparar para a COP 27, parte #02 – Conferência das Partes da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudança Climática

A parte 2 meu relato de experiência na formação Pré-COP 27 com a Agência Jovem de Notícias Brasil, um resumo da aula do João Henrique, do Clima de Eleição.

Por Amanda Costa

Fala minhas lindezas climáticas, bele? 😉

Estamos a menos de um mês da COP 27, a vigésima sétima Conferência das Partes. Depois de seis anos, o rolê voltará para o continente africano, na cidade egípcia de Sharm El-Sheikh.

Nós, da Viração Educomunicação e da Agência Jovem de Notícias, fizemos uma parceria babadeira com o UNICEF, e estamos promovendo uma série de encontros com o objetivo de apoiar a galera jovem que vai participar da conferência para fazer a cobertura midiática do evento e contar os babados do mundo para todos os nossos leitores!!!

Bom, vamos ao que interessa. Como falamos no primeiro artigo, a COP tem dois espaços: a green zone e a blue zone. Nesse artigo vamos aprofundar no “espaço feira”, ou área dos pavilhões, que fica dentro da Blue Zone.

The COP26 Globe at the Hydro. Photograph: Karwai Tang/ UK Government

Esse lugar se tornou o ponto de encontro de ativistas, líderes do terceiro setor, CEOS, diplomatas, senadores, deputados, prefeitos, governadores e esse ano há boatos que, caso o ex-(futuro) presidente Lula seja eleito, teremos uma participação especial por aqui.

Desde que o presidente Bolsonaro assumiu o poder, o Brasil passou por grande percalços: perdemos espaço em todos os fóruns de diálogo e tomada de decisão internacional, principalmente aqueles relacionados à pauta ambiental.

A COP 25, em Madrid, foi a primeira Conferência em que o nosso país pareceu dividido para a comunidade global. Tivemos dois espaços de encontro: um liderado pelo governo (repleto de fake news e empresas poluidoras) e outro feito pelo Instituto Clima e Sociedade (ICS), uma das maiores instituições brasileiras que defende a transversalidade da pauta climática.

 E esse ano não será diferente. 

Teremos o espaço oficial do governo, que tem como foco o tema de transição energética. Para nós, ativistas cansados de assistir o governo metendo o louco, esse é um espaço bem inútil, pois essas pessoas ficam o tempo todo na defensiva e não estão abertas para trocas que tragam resultados efetivos.

Mas a real é que essa galera logo logo vai sair do poder e o mundo inteiro sabe disso. A imprensa já está olhando para a equipe de transição, os deputados e senadores eleitos, além da possível formação de um governo Lula, que este ano está fazendo articulações com países que possuem florestas tropicais, principalmente Indonésia e Congo.

Outra parte importante dessa equação é a equipe do Itamaraty, que também estará em transição. Quando você encontrar algum diplomata (e simmmm, se você ficar na Blue Zone você vai encontrar muitos diplomatas rs), pergunte:

  • Qual é a agenda do Itamaraty para essa COP?

Eles serão um foco valioso de incidência e informações 🙂

A estratégia fundamental para a COP 27

Para ter uma excelente participação durante a COP, é imprescindível traçar uma estratégia e montar um planejamento robusto. Acompanhe as negociações, saiba quem são os diplomatas, faça questionamentos aos ministros e se aproxime da equipe de transição do novo governo.

Tenha um foco, defina uma estratégia e busque oportunidades!

“Você deseja falar com atores subnacionais? Procure nas agendas do dia onde eles estarão. O Brazil Climate Action Hub é um espaço de oportunidades: você está lá e de repente tem uma senadora/prefeito/deputado ao seu lado. Você pode conversar sobre sua agenda ou entregar uma carta de compromisso.

(João Henrique Cerqueira)

Dicas finais para ahazar no rolê:

  • Não tenha receio de se aproximar: as lideranças políticas que estarão lá não colocam a agenda climática como prioridade. Converse com eles, inicie um diálogo que será estendido depois. Se apresente, fale da sua organização e peça um contato de whatsapp (e-mails nunca são respondidos!)
  • A COP não é o ponto final, monitore essa relação: entenda a agenda climática como algo a longo prazo, não permita que isso seja apenas uma intervenção pontual.
  • Busque as lideranças do seu estado: crie um vínculo com os tomadores de decisão do seu território. 
  • Converse com outros grupos: faça fofocas ativistas, troque informações, se conecte com pessoas, crie relações entre grupos que estão participando da COP. Fique atento/a: toda relação pode oportunizar uma relação política. Desse modo, fortalece seu contato não só com grupos brasileiros, mas também com pessoas de outros países.
  • Seja um amorzinho: quanto mais relações afetivas você cria, mais oportunidades surgem <3

A COP tem um potencial enooorme de gerar um debate público. É nosso dever, como comunicadores climáticos, fazer esse assunto chegar na mídia brasileira. Topa esse desafio?

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