Relatos durante a Conferência Livre de Juventude

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Por Agência Jovem de Notícias

A galera está arrasando nos debates da Conferência Livre de Juventude, que acontece nessa sábado, 24 de setembro, na Cidade Escola Aprendiz, em São Paulo.

Saiba o que os jovens estão falando por aí…

 

GT Comunicação

“Uma coisa que me chama atenção. É um espaço para o jovem, mas não teve nenhum jovem lá que falou, eu vi isso no jornal, ou na TV e vim participar. Todos os jovens que estavam lá eram jovens de organizações”, Sabiá Martins, 16 anos

“A mídia não está preocupada em perguntar pra gente o que queremos assistir. A gente liga a TV e já está tudo pronto. E daí eu pergunto, a gente assiste mesmo assim ou não? A televisão faz mais parte da nossa cultura do que o samba. Todo mundo vê TV, mas nem todo mundo samba”, Keto Veronese, 24 anos

 

GT Educação e Trabalho

“Existe um discurso na sociedade que se você se esforçar, você consegue. Mas não é bem assim, as oportunidades são diferentes. No caso de tentar o vestibular, por exemplo. Não é só esforço. É muito diferente a condição de um jovem que estudou na escola pública e na escola particular. O jovem pobre e o jovem rico estão se esforçando, só que a condição é diferente”. Nayara Lima, 19 anos

“E quando a gente etá na escola pública não temos ainda a noção que pode se esforçar para mudar a escola pública. Hoje, que eu já estou na faculdade eu tenho. Antes eu não sabia o que era uma conferência. Agora eu sei”. Janaína Cíntia, 20 anos

“Só que a gente não pode esquecer que hoje em dia tem exemplos maravilhosos de ações de jovens que conseguiram mudar a escola”. Marcelo Moraes, 18 anos

 

GT Direito à diversidade e à vida segura

“Quando um jovem sofre violência, para quem ele conta. Para a família, mas geralmente para algum adulto próximo. Mas muitas vezes ele não sabe o que fazer e a quem recorrer!” Aleska Drychan, 17 anos

“Não adianta reduzir a maioridade penal. Como o caso do menino que matou a professora. Com dez anos, ele não tem a noção do que está acontecendo. Ele precisa de acompanhamento, de tratamento.” Felipe Souza, 19 anos

“Mas eu acho que, se a pessoa fez algo errado, ela tem que pagar de alguma forma. Ela precisa saber que fez e vai pagar”, Ana Carolina, 16 anos

 

GT Direito ao Território

“Muitos jovens que não são de são Paulo querem vir morar aqui. A cidade tem coisas legais, vida cultura intensa, opções de estudo, trabalho. Para quem vê de fora parece lindo. O problema é o acesso”, Kiki, 17 anos.

“Esses programas de primeiro emprego para os jovens são preconceituosos. A primeira coisa que eles fazer é você parar de usar brincos e cortar o cabelo. Eles não respeitam a diversidade e a identidade de cada um. Aceitam o que está imposto pelo mercado”, Laís, 17 anos.

“As pessoas não se dão ao trabalho de limpar as folhas das árvores que caem no quintal delas. Elas preferem pedir autorização da prefeitura para remover a árvore dali”, jovem que trabalha com poda de árvores na cidade.

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