Debate abre mais um dia de encontro de Jovens Vivendo com hiv/aids, que acontece em Manaus até amanhã
O terceiro dia do V Encontro Nacional de Adolescentes e Jovens teve início com um debate muito acalorado que levantou o tema da participação dos adolescentes e jovens na construção de políticas públicas. Uma das primeiras perguntas feitas pelos jovens foi: “o que é incidência?”. Foram apresentadas várias redes criadas e formadas por jovens, e debatidos espaços e modelos de participação. Incidência é você criar pressão a partir de demandas dos movimentos sociais, ocupar espaços de articulação e motivar políticas públicas.
Alguns apontamentos dos jovens foram referentes a desenvolver novos métodos e metodologias de participação, desde o próprio encontro, mas também em outros espaços pela própria juventude. Outro ponto é: como é possível disseminar os conteúdos e debates mais políticos com outros adolescentes e jovens.
O pessoal da GYCA (Global Youth Coalition on Aids, que significa Coalisão Global de Jovens para a Aids) destacou principalmente que é importante que a juventude esteja presente em espaços de debates de políticas públicas. Para eles, as articulações internacionais e nacionais ajudam a fazer uma pressão por aqui também, nas cidades, nos estados, etc. “Ainda é muito difícil ter a participação de jovens, mas a gente esta tentando fortalecer e criar mais esses espaços”, explicaram. Antigamente, todos os jovens participavam de encontros e eventos com os adultos, de acordo com as lideranças mais antigas da Rede Nacional de Jovens Vivendo e Convivendo com HIV/AIDS.
O encontro continua até amanhã. Veja alguns depoimentos:
“Somos um grupo que está junto sim, mas cada grupo tem a sua especificidade. Todos temos aids, mas quem está na escola somos nós. Todos temos aids, mas quem está necessitando entrar no mercado de trabalho somos nós. Então, nós temos especifidades que são apenas nossas. As demandas do movimento de mulheres são outros, do movimento como um todo também são outros. Precisamos dizer que existem jovens vivendo com aids. E precisamos de políticas voltadas para esses jovens.”
Kleber Fábio, liderança da RNALVC e organizador do evento
“Não podemos ficar falando em nome dos adolescentes que estão chegando. Temos que dar espaço para que todos se manifestem”.
Micaela Cyrino, representante nacional da RNAJVC