Por: Henrique Souza
No dia 25 de outubro aconteceu em São Paulo a mostra Fliperama na Unidade de Saúde. O evento reuniu cerca de 70 jovens das cidades de Embu, São José dos Campos e da região da Brasilândia, bairro da zona norte da cidade de são Paulo, além de educadores e profissionais de saúde.
Além da apresentação de vídeos produzidos por jovens de seis comunidades em parceria com as Unidades Básicas de Saúde – UBS’s de suas regiões, a mostra contou também com fotos, poesias, música e apresentação do blog do Fliperama. Agora em novembro, as seis UBS’s que participam do projeto vão ganhar um equipamento que parece um fliperama. Nele, toda a comunidade poderá conhecer iniciativas e histórias legais que existem na região. Todo o conteúdo foi produzido pelos adolescentes e jovens do projeto.
O encontro foi bem particular para os jovens. Os adolescentes do bairro São Carlos, da cidade de Embu, apresentaram um Sarau e Fanzine para expressar o que eles sentiam. Já o pessoal do bairro Dom Pedro I, de São José dos Campos, contaram como foi a experiência de entrevistar as pessoas que eles achavam importantes em sua comunidade, como vendedores, professores o pessoal da Casa de Cultura. A galera da Brasilândia fez um trabalho parecido. Entrevistou figuras e referências da comunidade e mostrou para todo mundo atividades muito legais com grafitti e capoeira que acontecem por lá.
Fliperama
O Fliperama na Unidade de Saúde é uma iniciativa da ONG ECOS e é patrocinado pela Petrobras. O objetivo do projeto, além de colocar um equipamento multimídia nos seis bairros participantes com informações sobre a região e sobre os jovens do entorno, é abordar o tema saúde de um jeito diferente, mostrar que falar de saúde vai muito além de falar de prevenção, tratamentos e curas. Quando um jovem faz um vídeo sobre capoeira, por exemplo, ele está falando de qualidade de vida, que faz bem para a saúde. Resumindo: Saúde é poder viver a própria vida, estabelecer relações significativas com os outros, freqüentar lugares legais, ouvir a música que gosta, poder brincar, bater uma bola, andar de skate, expressar-se, encontrar apoio dos adultos quando necessário, sejam eles profissionais de saúde, pais ou educadores.
