As juventudes querem justiça climática para já!

Por Karen Samyra
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Reunidos no Curro Velho, milhares de jovens de diversos países, reafirmam a liderança juvenil no debate sobre clima.

Entre a mesa de som de DJ Pica-pau e a percussão da bateria das Crias do Curro Velho, a Plenária Mundial da Juventude ecoou a voz das juventudes que reafirmam o compromisso com o futuro e o conhecimento no desenvolvimento de políticas públicas e ações pelo clima, pensando futuros possíveis, tecnologias da floresta e justiça climática.

A atividade aconteceu no dia 11, na Cidade das Juventudes — o primeiro acampamento voltado exclusivamente para as juventudes em toda a história das COPs. Jovens de mais de 80 países estão acampados no Curro Velho, um espaço cultural de grande importância para a cidade de Belém. Além de estrutura completa de alojamento (com banheiros, beliches e climatização), a Cidade das Juventudes conta com uma programação com oficinas, plenárias temáticas e apresentações culturais.

A plenária contou com a presença de Marina Silva, ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Margareth Menezes, ministra da Cultura, Anielle Franco, ministra da Igualdade Racial, Guilherme Boulos, ministro da Secretária Geral da Presidência, Márcia Lopes, ministra das Mulheres, a primeira dama, Janja Lula, a presidente do Conselho Nacional de Juventudes, Bruna Brelaz e dezenas lideranças jovens de movimentos sociais como MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), UNE (União Nacional dos Estudantes), MAB (Movimento dos Atingidos por Barragens), dentre outros. A apresentação da plenária ficou por conta de Marcelle Oliveira, Presidency Youth Climate Champion da COP30 e Jessy Santos, Secretária Adjunto da Secretaria Nacional de Juventude.

Com clima de festa e celebração, as falas das jovens e ministras se juntaram para ressoar um grito de força e revolta contra a exploração de petróleo na Amazônia, como trouxe em sua fala Txai Suruí, integrante do grupo consultivo da ONU, no período da COP30.

A ministra Marina Silva, lembrou que a COP30 é “NA” Amazônia, não “DA” Amazônia, reiterando o compromisso dos outros 197 países com a preservação desse bioma, que em suas palavras, é o bioma mais frágil e mais potente do mundo.   

A ministra Margareth Menezes trouxe à tona a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (CNUMAD), também conhecida como Eco-92, lembrando que não é de hoje que se fala sobre clima e a importância de levarmos uma pauta tão urgente a sério.

A Plenária Mundial da Juventude reafirmou que o futuro não se constrói apenas com discursos, mas com ação, consciência e afeto coletivo. Entre música, vozes e ideias, ficou evidente que a juventude de todo o planeta não está apenas reivindicando espaço — está ocupando-o, redesenhando as formas de existir e resistir em um planeta em crise. O que se ouviu ali foi mais que um chamado: foi uma convocação para seguir em movimento, unindo cultura, política e cuidado com a terra como pilares de um novo tempo possível.

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