Mostra Ecofalante de cinema discute Questões socioambientais urgentes da atualidade

Por Tarcísio Camêlo
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O evento acontece de 1º a 14/08 em 21 salas paulistanas, com entrada franca

A Mostra Ecofalante de Cinema chega à sua 13ª edição apresentando produções audiovisuais ligadas às temáticas socioambientais. A programação será composta por 122 filmes, representando 24 países. Integram o circuito do festival as seguintes salas: Reserva Cultural – sala 2 e sala 3, Circuito Spcine Lima Barreto (Centro Cultural São Paulo), Cine Satyros Bijou, Nave Coletiva, Circuito Spcine Centro de Formação Cultural Cidade Tiradentes e 15 unidades do Circuito Spcine localizadas nos CEUs. os debates e os encontros estão agendados para o período de 1º a 14 de agosto e a entrada é gratuita.

“Black Rio! Black Power!”, de Emilio Domingos

Para a edição de 2024, a programação ganha uma novidade, a criação de uma  mostra competitiva intitulada Competição Territórios e Memória, dedicada exclusivamente a produções brasileiras, o que permite dar mais visibilidade às discussões de questões referentes aos diferentes territórios do Brasil. Em edição inaugural, a mostra competitiva Territórios e Memória selecionou um total de 27 filmes brasileiros, estando representados por 11 estados e o Distrito Federal. Na programação estão os longas “À Margem do Ouro”, de Sandro Kakabadze; “Anhangabaú”, de Lufe Bollini; “Black Rio! Black Power!”, de Emilio Domingos; “Eskawata Kayawai (O Espírito da Transformação)”, de Lara Jacoski e Patrick Belem; “Favela do Papa”, de Marco Antonio Pereira; “Memórias da Chuva”, de Wolney Oliveira; “O Bixiga é Nosso!”, de Rubens Crispim; “O Contato”, de Vicente Ferraz; “Ouvidor”, de Matias Borgström; “Rejeito”, de Pedro de Filippis; “Samuel e a Luz”, de Vinícius Girnys; “Sekhdese”, de Graciela Guarani e Alice Gouveia; e “Sociedade de Ferro – A Estrutura das Coisas”, de Eduardo Rajabally. Participam ainda da Competição Territórios e Memória os curtas-metragens “A Bata do Milho”, de Eduardo Liron e Renata; Mattar; “A Chuva do Caju”, de Alan Schvarsberg; “Água Rasa”, de Dani Drumond; “Ava Yvy Pyte Ygua / Povo do Coração da Terra”, do Coletivo Guahu’i Guyra; “Despovoado, Ou Tudo Que a Gente Podia Ser”, de Guilherme Xavier Ribeiro e estrelado por Rolando Boldrin; “Interior da Terra”, de  Bianca Dacosta; “Kwat e Jaí – Os Bebês Herois do Xingu”, de Clarice Cardell; “Mborairapé”, de Roney Freitas; “Nosso Terreiro”, de Anna Rieper, Patrícia Medeiros, Ranyere Serra e Fernando Lucas Silva; “Nunca Pensei Que Seria Assim”, de Meibe Rodrigues; “O Silêncio Elementar”, de Mariana de Melo; “Onde a Floresta Acaba”, de Otavio Cury; “Retratos de Piratininga”, de André Manfrim; e “Sertão, América”, de Marcela Ilha Bordin.

A programação conta ainda com dez seções: a Panorama Internacional Contemporâneo, Panorama Histórico, Especial Emergência Climática, Especial ISA 30 anos: Por um Brasil Socioambiental, Competição Latino-americana, Concurso Curta Ecofalante, Sessões Especiais, Sessão Infantil e o Programa Ecofalante Universidades.

Entre os destaques do evento, está o premiado longa-metragem do consagrado cineasta alemão Werner Herzog, “O Fogo Interior: Um Réquiem para Katia e Maurice Krafft”, que apresenta imagens impactantes de erupções vulcânicas nesta homenagem a um casal de especialistas nesses fenômenos. Na seção Panorama Histórico – Três Mulheres, Três Olhares sobre a América Latina, serão homenageadas três cineastas mulheres que marcam a cinematografía da América Latina:  a cubana Sara Gómez (1942-1974), a colombiana Marta Rodríguez e a venezuelana Margot Benacerraf, recém falecida no mês de maio.

Amazônia, Arqueologia da Floresta – Episódio 1 (Temporada 2) Terra Preta,de Tatiana Toffoli (Especial)

Outro destaque na programação são as conversas com diretores dos filmes. Entre os encontros previstos estão “Não Existe Almoço Grátis”, de Marcos Nepomuceno e Pedro Charbel (4/08); “Amazônia, Arqueologia da Floresta – Episódio 1 (Temporada 2) Terra Preta”, obra inédita de Tatiana Toffoli (7/08); “Floresta, Um Jardim Que a Gente Cultiva”, de Mari Corrêa (10/08) e “A Transformação de Canuto”, de Ariel Kuaray Ortega e Ernesto de Carvalho (8/08).

A Ecofalante é uma Organização da Sociedade Civil (OSC) que atua nas áreas de cultura, educação e sustentabilidade, atua na formação de professores, exibições e debates em escolas, universidades e aparelhos culturais, além de produzir seminários e workshops sobre cinema, educação e sustentabilidade. A Ecofalante é responsável também pela plataforma de streaming gratuita Ecofalante Play, voltada a educadores, e o Ecofalante Universidades, programa de extensão educacional. 

Todas as informações sobre exibições e demais atividades do evento podem ser encontradas na plataforma Ecofalante: www.ecofalante.org.br.

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