Adolescentes reivindicam direitos e espaços para participação

Bruno Mauza (RJ) e Kivia Millena Gonçalves (AL) | Imagens: Juliana Silva (SP) e Vânia Correia

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A X Conferência Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, que acontece entre 24 e 27 de abril, em Brasília, conta com a maior participação de crianças e adolescentes de todas realizadas até aqui. Um terço dos delegados e delegadas da Conferência é composto por meninos e meninas até 18 anos, vindos de todos os estados do Brasil. Coisa pra comemorar, claro!

E sendo assim, tem uma galera massa por aqui, engajada, criativa e motivada. A turma da cobertura educomunicativa, também composta por adolescentes, foi ouvir o que pensam os delegados e delegadas adolescentes. Dá uma olhada.

“Eu espero que o pessoal se organize, porque ficou muito mal organizado. E também que o que fizermos aqui não fique só no papel, como aconteceu em outras conferências e seminários que participamos, e que possamos ver o resultado em nossos estados”.

Caroline Viera, Rio Grande do Sul, 17 anos.

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“Para mim, o debate sobre democracia e os direitos humanos de crianças e adolescentes é um tema central. É onde teremos a oportunidade de fazer uma análise da conjuntura do que está acontecendo no nosso país agora, e saber o que as crianças e adolescentes estão enxergando e entendendo do que está acontecendo. Também vamos poder refletir sobre como isso vai impactar na garantia dos nossos direitos. Eu acho que vai impactar em muitos aspectos”.

Carolina Nunes Diniz, Minas Gerais,  19 anos, do coletivo Enegrecer e membro do G-38.

 

“Na conjuntura atual do país, essa conferência, além de ser um marco histórico na área da criança e do adolescente, também é um grande marco pra nossa democracia. Em um momento em que a Câmara dos deputados está votando a redução da maioridade penal e tentando diminuir nossos direitos, essa conferência vem para animar a militância, vem para dizer que as crianças e os adolescentes também têm que ser protagonistas e têm que ser prioridade absoluta do nosso país, como consta no ECA e na nossa constituição brasileira”.

Yuri Amaral, Santa Catarina, 18 anos, do G-38, mediador da primeira mesa de debates.

 

“Estou achando a Conferência ótima, pois só assim vamos expressar o que está acontecendo na nossa sociedade sobre os direitos da criança e do adolescente, sobre tudo”.

C.B, Sergipe, 17 anos, adolescente delegado da conferência.

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Making of: Essa produção foi realizada por adolescentes que participam da cobertura educomunicativa da X Conferência Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, é uma intervenção socioeducativa que utiliza técnicas do jornalismo para promover a participação e a liberdade de expressão de crianças e adolescentes. Ela é realizada de forma colaborativa, democrática e lúdica.

 

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