A SB60 e Financiamento Climático

Por Jahzara Oná, direto de Bonn

Olá, pessoas!! Tô aqui na Alemanha participando da SB60 e preciso compartilhar algumas preocupações de Financiamento Climático importantes com vocês.

A SB60, que é a “60ª Sessão Subsidiária”, é um evento preparatório para a COP 29. Nesse encontro, líderes globais, sociedade civil, cientistas e ativistas se reúnem para discutir e criar políticas climáticas essenciais. Este evento é crucial porque foca na implementação do Acordo de Paris e na criação de estratégias para combater as mudanças climáticas.

Mas é aí que as preocupações começam!

Um dos principais temas desta conferência é a Nova Meta Coletiva Quantificada (NCQG), que é basicamente uma nova meta de financiamento climático onde os países desenvolvidos ajudam financeiramente os países em desenvolvimento. A meta anterior era de 100 bilhões de dólares por ano, estipulada no Acordo de Paris, mas essa meta não foi cumprida por falta de estrutura e comprometimento.

E por que isso é um problema?

Porque precisamos urgentemente de uma nova meta de financiamento climático que seja justa e atenda às necessidades de mitigação, adaptação e compensação por perdas e danos, especialmente para comunidades locais, povos tradicionais, mulheres, crianças, pessoas com deficiência e outros grupos marginalizados.

Além disso, precisamos de dados financeiros acessíveis, de código aberto e disponíveis em vários idiomas.

Então, entendendo tudo isso, sabemos que o financiamento climático deveria ser um meio de implementar ações climáticas globais. Mas, em vez disso, bancos internacionais estão financiando combustíveis fósseis. No Brasil, por exemplo, muitos bancos financiam atividades que destroem a Amazônia!

Como jovens, reconhecemos a necessidade urgente de uma Nova Meta Coletiva Quantificada (NCQG) sobre financiamento climático. Aprendendo com o fracasso da meta de 100 bilhões de dólares, vemos que a arquitetura financeira internacional precisa de reformas fundamentais. Com eventos climáticos extremos aumentando, é essencial que a nova meta financeira coloque a justiça no centro e atenda às necessidades dos grupos marginalizados para limitar as mudanças climáticas a 1,5 graus.

Pedimos que os líderes globais se comprometam com uma meta financeira transparente, justa e centrada na justiça para as gerações atuais e futuras.

O financiamento é essencial para implementar o Acordo de Paris, e a NCQG é fundamental para uma transição global justa.

A NCQG deve atender às necessidades dos países em desenvolvimento e garantir a responsabilidade nos processos da ONU. As comunidades marginalizadas, os Povos Indígenas, os Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento (SIDS) e os Países Menos Desenvolvidos (LDCs) serão os mais afetados pelas mudanças climáticas, apesar de terem contribuído menos para o problema.

Além disso, o NCQG deve seguir o princípio de responsabilidades comuns, porém diferenciadas, e capacidades respectivas, e a obrigação dos países desenvolvidos de fornecer recursos financeiros aos países em desenvolvimento, considerando também o contexto de responsabilidades históricas e o princípio do poluidor-pagador.

Mas infelizmente, o que temos na realidade atual é que os 60 maiores bancos privados do mundo financiaram combustíveis fósseis com 6,9 trilhões de dólares desde que o Acordo de Paris foi adotado. Em 2023, os bancos forneceram 705 bilhões de dólares para empresas de combustíveis fósseis. Qualquer financiamento para a expansão de combustíveis fósseis não está em conformidade com a manutenção do aquecimento planetário abaixo de 1,5 grau. E no Brasil, bancos financiam o desmatamento!

Precisamos de uma abordagem que não cause danos significativos ao implementar essas questões temáticas. Precisamos pensar em nossas vidas atuais e no nosso futuro!

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